O presidente mundial da Pepsi Cola foi recebido pelo Papa numa audiência especial, porque o assunto a ser tratado era a doação de uma altíssima quantia à caixa do Vaticano. Ele explicou a Sua Santidade a preocupação com o mercado, que preferia a Coca Cola. Pretendia fazer uma doação de 1 bilhão de dólares aos combalidos cofres da Santa Sé se a Igreja ajudasse a Pepsi Cola a superar a rival. O bondoso Pontífice quis saber como seria essa ajuda e ele respondeu: “- Precisamos incluir na oração do Pai Nosso o nome da Pepsi”. O Papa escandalizou-se ante aquela blasfêmia e ia expulsando o executivo da sala quando ele aumentou a oferta: “- E por 10 bilhões de dólares?”. O Papa suspirou fundo e chamou o Cardeal administrador. “-Meu filho, quando é que termina o nosso contrato com os padeiros?”.
Por incrível que pareça essa anedota é contada em alguns cursos de marketing. É que a história da Coca Cola é emblemática. Tudo começou quando um viciado em morfina, John Pemberton, misturou folhas de cocaína com nós de cola, dai no nome da bebida. Ele morreu anos depois e a marca foi vendida por dois mil dólares a Asa Candler, o marqueteiro genial, que investiu pesado na propaganda e quanto mais investia, mais vendia. Desde usar moças bonitas em anúncios até fazer de Papai Noel o garoto propaganda da Coca Cola tudo valia.
Com a entrada dos E.U.A. na Segunda Guerra Mundial, convenceu o governo que o refrigerante era um produto essencial e conseguiu colocar um executivo seu no Conselho de Racionamento, garantindo isenções que nenhum concorrente teve. Foi além; montou 64 fabricas ao redor do mundo, todas coladas em bases militares e adivinha quem pagou o transporte e os equipamentos? Pois é, as forças armadas do Tio Sam. De quebra os soldados americanos passaram a difundir a marca aonde iam. Hoje, somente Cuba e Coreia do Norte não tem Coca Cola.
Os concorrentes desesperados partiram para o ataque e nos anos 90 a Pepsi mostrou em testes cegos que a maioria das pessoas preferia seu refrigerante. Ensandecida, a Coca mudou o sabor e lançou a New Coke, sucesso nos testes cegos, porém fracasso nas vendas. Manifestações ao redor do mundo conseguiram o retorno ao sabor original, que novamente nos testes cegos ocupou o último lugar. Em resumo; o publico brigou para manter uma bebida da qual gostava menos. É a prova definitiva de que a Coca vende muito mais do que sabor, já que até hoje é campeã mundial de vendas.
Se aplicarmos isso à política… .