Flávio Bolsonaro foi a Belém sem sair do estúdio da Globo e conseguiu espalhar mau cheiro pelo Brasil inteiro. Disse que a capital paraense fede, tem urubus e esgoto a céu aberto. O tiro saiu pela culatra. Os paraenses reagiram: fedorenta é a boca de quem despreza um povo!
Gaby Amarantos defendeu a terra perfumada de cultura, história e tradição. O prefeito Igor Normando repudiou a arrogância. Helder Barbalho denunciou o preconceito.
Belém tem problemas, como tantas cidades brasileiras, mas também tem o Círio de Nazaré, o Ver-o-Peso, o tacacá, o açaí e um povo que não aceita desaforo.
Flávio confundiu crítica ao saneamento com ofensa à população. E recebeu uma lição amazônica: o cheiro da ignorância não se resolve com perfume, mas com educação e respeito.
