
Tem gente que não sente prazer apenas em ganhar dinheiro. Precisa exibir. Carrão, relógio, champanhe, viagem, maços de notas e fotografias capazes de provocar inveja até em agiota. O problema é que a ostentação também chama a atenção de quem usa distintivo, mandado e algema. Muitos só descobrem tarde demais que riqueza barulhenta funciona como sirene de viatura.
Essa compulsão por mostrar tudo me lembra a história do sujeito que desistiu de uma aventura amorosa quando a parceira exigiu segredo absoluto:
— Assim eu não quero.
— Por quê?
— Porque o melhor não é fazer. O melhor é fazer e contar!
Há quem trate dinheiro, romance e boato do mesmo jeito: se ninguém souber, parece que nem aconteceu. E depois reclama quando a Polícia também fica sabendo.