Pode parecer uma pergunta provocadora, mas ela merece uma reflexão. Para a coluna Sem Vergonha, a pergunta que fica é: a luxúria ainda é esse pecado mortal que precisa ser escondido, ou será que a gente já consegue enxergá-la como parte natural da vida?
Quando a gente fala sobre sexo com leveza e respeito, como propomos aqui , a ideia não é incentivar exageros, mas sim combater a desinformação e o preconceito que ainda geram culpa . E aí, a “luxúria” – esse desejo intenso – acaba se tornando só mais um ingrediente da sexualidade humana, e não uma coisa proibida e suja.
Claro, ainda existem vozes que criticam qualquer abordagem mais direta sobre o assunto. Já ouviram falar de uma mãe que se queixou da linguagem “agressiva” de uma coluna parecida com a nossa? Ou de pais que acusaram o jornal de “incentivar os jovens a agirem de forma escondida”? Ou seja, o tabu ainda existe e a ideia de que o desejo é algo perigoso ainda está presente no imaginário de muita gente. Mas, ao mesmo tempo, vemos uma mudança: cada vez mais, a ideia de que falar sobre sexo é um caminho para o autoconhecimento e relações mais saudáveis ganha espaço .
Então, a luxúria caiu de moda? Talvez a pergunta certa seja outra. Será que a gente não está trocando o “pecado” por uma visão mais consciente e respeitosa do desejo? Aqui, na Sem Vergonha, acreditamos que sim. Não se trata de ser “libertino” ou “promíscuo”, mas de reconhecer que a luxúria, quando vivida com respeito, é uma força que conecta as pessoas, e não algo que precisa ser combatido. Ela está na moda, sim, mas com uma roupagem nova: a da liberdade com responsabilidade.