O Corinthians pagou o preço de trocar Dorival por Fernando Diniz
07/08/2026

A eliminação do Corinthians para o Internacional na Copa do Brasil não foi apenas mais um tropeço. Foi o retrato cru de um futebol brasileiro que, pós-Copa, mergulhou numa apatia técnica assustadora.

Quem pagou caro para lotar a Arena viu um primeiro tempo ridículo: zero finalizações, zero jogadas ensaiadas, zero construção. Só chutão para lá e para cá. Um desperdício de ingresso e de paixão.

Sim, a Fiel canta, empurra e vive o êxtase independentemente do que rola no gramado. Mas quem analisa futebol não pode se contentar com isso. A pobreza tática exposta contra o Inter é sintoma de algo maior — e dolorosamente familiar.

Em 2025, o Corinthians era campeão da mesma competição com um trunfo no banco: Dorival Júnior, mestre em mata-matas. Na final histórica contra o Vasco, ele deu aula tática em cima de Fernando Diniz — técnico que, convenhamos, já acumula tropeços decisivos e parece perder o controle em jogos de pressão.

O destino, irônico, trocou os papéis. Dorival saiu, Diniz entrou, e o preço veio rápido. Diante de um Internacional retrancado, a filosofia de posse vazia ruiu. O time criou nada, a vitória magra não salvou e a eliminação expôs o óbvio: sem especialista em copas, o Corinthians foi engolido.

A arquibancada continua gigante. O problema é que o futebol, dentro das quatro linhas, encolheu a ponto de dar pena. E esse alerta vale para o Timão — e para o país inteiro.

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