Mais uma vez, o nome de Neymar volta às manchetes — e não é por um gol, uma assistência ou um título. É por causa de uma história íntima transformada em espetáculo. A acompanhante Any Awuada, que em março afirmou ter se envolvido com o jogador, divulgou nesta sexta-feira (10) o resultado do exame de DNA da filha que espera. Num vídeo publicado nas redes sociais, ela aparece nervosa, descrevendo o procedimento e exibindo o documento on-line, como se o mundo precisasse participar desse momento.
A cada novo episódio, a sensação é a mesma: Neymar parece incapaz de se proteger de si mesmo. O craque que poderia estar concentrado apenas em reconstruir sua carreira, depois de tantas lesões e tropeços fora de campo, volta a ser notícia pelo que faz longe das quatro linhas. É o mesmo roteiro de sempre — o da vulnerabilidade travestida de autoconfiança, do prazer imediato que custa caro à imagem e ao sossego.
E o futebol? Fica em segundo plano, como ficou também no caso mais recente de Vinícius Júnior, o melhor jogador do mundo na última temporada, que viu seu nome se misturar à fofoca digital depois de um suposto envolvimento com a influenciadora Virgínia. Uma exposição desnecessária para quem deveria estar surfando apenas no topo da carreira.
Talvez o sexo, nessa história, nem seja o verdadeiro vilão. O que derruba esses homens poderosos é o palco. A necessidade de estar em cena o tempo todo, de alimentar uma narrativa que parece divertida, mas que termina sempre do mesmo jeito: em constrangimento público e manchete vazia.