Grazi Massafera respondeu se a famosa caneca com a frase “lágrimas do patriarcado” era uma indireta para Cauã Reymond, e eu já estava no segundo tempo do almoço, com o garfo suspenso sobre uma massa que não tinha culpa de nada, quando a conversa saiu de Vera Fischer e caiu direto no patriarcado. Amores, tem dia em que a mesa vira seminário: de prazer solo a reinvenção masculina, faltou só o garçom trazer uma ata para eu assinar.
A atriz, de 43 anos, falou sobre o assunto em entrevista à coluna Play, do jornal O Globo. Ela foi questionada sobre uma postagem feita na época em que vieram à tona rumores de problemas entre Cauã Reymond e Bella Campos nos bastidores de “Vale Tudo”, exibida no ano passado.
Na ocasião, Grazi publicou a imagem de uma caneca com a frase “lágrimas do patriarcado”, o que gerou burburinho em perfis de fofoca. Muita gente interpretou como uma possível alfinetada ao ex-marido, pai de sua filha, Sofia.

A resposta de Grazi foi direta: “Respeito muito o pai da minha filha. A gente tem uma parceria gigantesca na educação dela. Sobre a novela, não posso dizer, porque não sei o que aconteceu. Quanto à caneca, uso todo dia. Não é um recado para ele, é para os homens”.
A atriz aproveitou a pergunta para ampliar a discussão. “Acho necessária uma reinvenção masculina. Existe um sofrimento dos homens em relação ao que eles mesmos construíram. Mas é confortável, e é difícil sair. Para nós nunca foi confortável. Estamos em constante mudança para sair de lugares impostos”, disse.
No resumo desse almoço que virou mesa-redonda, Grazi fez o que pouca gente consegue fazer sem gritaria: tirou o foco da fofoca individual e colocou no comportamento coletivo. A caneca não era para Cauã, era para os homens. E, convenhamos, minha filha, quando uma caneca de cozinha consegue render mais debate do que muito painel corporativo, é porque o patriarcado anda mesmo sensível até com louça.