Eu estava no tapete vermelho da pré-estreia quando o repórter do Fofocalizando conseguiu parar Isis para o bate-papo que todo mundo estava esperando. A ex-funcionária, contratada em março de 2014 para cozinhar, alegou na Justiça que passou a acumular outras funções depois que outra empregada da casa foi demitida, cumprindo jornadas de até doze horas com apenas vinte minutos de intervalo para almoço. O processo pedia indenização por horas extras, FGTS e danos morais, mas terminou em 2025 com acordo homologado pela Justiça do Trabalho do Rio, sem reconhecimento de culpa por parte da atriz.
Isis foi direta ao ponto quando questionada se ficou incomodada com a repercussão e com os julgamentos precipitados que recebeu. Disse que nunca agiu fora da lei, que sempre respeitou os direitos de quem trabalhou para ela, e encerrou o assunto ali mesmo, sem se estender.

A defesa da atriz, capitaneada pelo advogado Ricardo Bratterman, já tinha contestado as informações antes, alegando que a rotina de gravações da artista fora do Rio seria incompatível com a jornada descrita no processo, e que a ex-funcionária teria recebido benefícios como curso de culinária e moradia. O argumento mais forte da defesa é lógico: se as acusações fossem verdadeiras, por que aceitar 30 mil quando o pedido era de quase 400 mil? A mãe de Isis, Rosalba Nable, também saiu em defesa da filha, dizendo que quem conhece os bastidores sabe do caráter dela.

Fica registrado: valores que ficam invertidos entre teoria e acordo sempre chamam atenção, e o silêncio calculado de Isis diante das perguntas seguintes mostra que, pra ela, esse capítulo já fechou há tempo. Só o público é que ainda estava com a página aberta.