A Copa do Mundo Feminina de 2027, que será realizada no Brasil, já nasce como um marco financeiro. A FIFA anunciou um investimento total de cerca de US$ 800 milhões (aproximadamente R$ 4,2 bilhões), um valor inédito na história do torneio e que sinaliza uma mudança clara de escala no futebol feminino.
Mas esse montante não será destinado apenas à organização da competição. Embora uma parte significativa cubra os custos operacionais, como logística, estrutura, premiações, marketing e realização dos jogos nas oito cidades-sede brasileiras, há também um foco estratégico no desenvolvimento do feminino.
Cerca de US$ 344 milhões, o equivalente a 43% do total, foram classificados como “contribuições ao futebol feminino”.
Isso significa que a FIFA pretende usar a Copa como uma plataforma de impulso mais amplo, investindo em federações, ligas, formação de atletas e fortalecimento estrutural do futebol feminino ao redor do mundo, criando um legado duradouro.
Na prática, o torneio de 2027 não será apenas um evento esportivo, mas também um catalisador de crescimento. A ideia é que o impacto vá além das quatro linhas, deixando um legado duradouro tanto no Brasil quanto globalmente, em relação à organização do esporte feminino.
Ainda faltam detalhes sobre a divisão completa dos recursos, mas a mensagem principal é clara: a FIFA não está apenas financiando uma Copa, está apostando no futuro do futebol feminino, que não deve ser visto como algo passageiro, como alguns ainda falam, mas como algo que veio para ficar, independentemente de quem esteja a frente da FIFA.