Entre quatro paredes: o fetiche de ser dominada e o tabu que insiste em sobreviver
25/09/2025


Entre os inúmeros universos do prazer, um dos mais comuns — embora ainda cercado de preconceito — é o fetiche da mulher que gosta de ser dominada. Não estamos falando aqui de violência ou submissão forçada, mas de um jogo erótico em que a entrega faz parte da fantasia. O universo do BDSM, que engloba práticas de dominação e submissão, sempre despertou curiosidade, mas também carrega estigmas que resistem ao tempo.

No caso feminino, esse desejo de ser dominada pode ter múltiplas leituras: desde a vontade de inverter papéis sociais até a simples busca por intensidade no prazer. Muitas mulheres relatam que se sentem mais livres para se entregar quando não precisam estar no controle, quando a condução está nas mãos do outro. É nesse ponto que a imaginação se mistura com a realidade e torna esse fetiche tão poderoso.

Mas, como quase tudo que envolve sexo e liberdade, há quem ainda não saiba lidar. A atriz norte-americana Rachel Bilson, que marcou época na série “The O.C.”, revelou publicamente que sua posição favorita é a missionária e que gosta de ser dominada na cama. O comentário, feito em tom de humor durante uma entrevista, custou caro: semanas depois, ela perdeu um trabalho justamente por ter falado de forma tão sincera sobre sua intimidade.

Dois anos depois, Rachel voltou ao assunto e disse que entende as repercussões, mas também reforçou a naturalidade de sua fala. No fundo, o que a história mostra é o quanto ainda falta maturidade social para tratar de prazer sem moralismo. Se um simples “eu gosto de ser dominada” vira motivo de escândalo, é sinal de que ainda temos muito a aprender — e a experimentar — sem vergonha.


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Sem Vergonha
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Essa não é uma coluna pornográfica – longe disso. O casal João e Maria vai falar falar sobre sexo com respeito, leveza e sem rodeios, abordando os temas que fazem parte da vida de todas as pessoas, casais, homens e mulheres. Escreva pra nós: redacao@onorteonline.com