terça-feira, 14 de abril de 2026
Doze anos depois, no mundial feminino, a história pode se repetir
28/01/2026

No mundo do futebol, especialmente no Brasil, a história das conquistas dos clubes, infelizmente, raramente é lembrada por mais de uma década. Por isso, é importante que essas conquistas sejam sempre recordadas, para que as novas gerações conheçam tanto os triunfos dos antepassados quanto suas derrotas, já que para alguém vencer, alguém precisa ser derrotado.

Em 2014, o São José Esporte Clube fez história ao vencer o Arsenal, da Inglaterra, por 2 a 0 e conquistar o título do Mundial de Clubes feminino, disputado no Japão, que se não era organizado pela FIFA, como não era o do masculino, tinha o mesmo peso de campeão do mundo.

Vale lembrar, Rosana, a atual técnica do Palmeiras, abriu o placar na primeira etapa, e Giovânia, de pênalti, fez o segundo, dando números finais ao placar, aos 26 minutos do segundo tempo.

Foi a primeira vez que um clube brasileiro levantou um troféu internacional de grande porte no futebol feminino, não que a conquista da Libertadores não seja grande, mas o Mundial é muito maior. Agora, em 2026, o cenário volta a reunir ingredientes parecidos: o Arsenal está novamente na final de um torneio mundial, e do outro lado, um time brasileiro, desta vez, o Corinthians.

A equipe paulista chega à decisão da Copa dos Campeões Feminina da FIFA após vencer o Gotham FC, dos Estados Unidos, e carrega consigo o peso e o orgulho de representar o Brasil. O adversário, por sua vez, busca apagar a lembrança daquela derrota para o São José e confirmar sua força como um dos principais clubes da Europa.

O reencontro entre um clube brasileiro e o Arsenal em uma final mundial reacende a memória de 2014 e traz à tona o sonho de repetir a glória. Por isso, inclusive, falei com a atacante do time do São José, Giovania Campos, que marcou o segundo gol da vitória, que lembrou que a equipe deixou o Brasil sendo alvo de críticas, por parte de pessoas, que não acreditavam que São José voltaria com o título e não com um monte de gols tomados.

Giovania lembra com carinho e emoção daquela conquista, que foi um marco importante para o futebol brasileiro, pois: “foi um honrar poder fazer parte daquele grupo, que mostrou que era forte, competente e que aquela equipe merecia ser respeitada e lembrada.”

O Corinthians não quer apenas disputar, o mundial quer marcar seu nome na história, assim como o São José fez, levantando a taça do titulo. Será que, 12 anos depois, a história vai se repetir?

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Higor Maffei Bellini é advogado, radicado em São Paulo, defensor dos direitos das atletas do futebol feminino em todo o Brasil.