O primeiro grande jogo do calendário nacional em 2026, que acontecerá no Brasil, já nasce com peso de ser uma decisão de título. Palmeiras e Corinthians se enfrentarão no sábado, 7 de fevereiro, às 16h, na Arena Barueri, valendo a Supercopa do Brasil. Eu coloco o Palmeiras primeiro, pois é a equipe mandante e, por isso, ficou em primeiro, não houve clubismo algum.
Este derby, não custa lembrar: é assim chamado o jogo entre Palmeiras e Corinthians, que carrega uma rivalidade histórica que se estende por mais de um século. Como sempre menciono, o futebol feminino não é algo apartado dos clubes; ele é parte integrante, por isso mesmo o futebol feminino, sendo recente, é um jogo com mais de um século de tradição.
O Palmeiras garantiu vaga na Supercopa ao conquistar a Copa do Brasil de 2025, competição que retornou ao calendário e exigiu regularidade em confrontos eliminatórios. A campanha alviverde foi construída com solidez defensiva, eficiência nos jogos decisivos e capacidade de se impor nos momentos de maior pressão, atributos essenciais em um torneio de mata-mata.
Do outro lado está o Corinthians, classificado como campeão do Campeonato Brasileiro A1 de 2025. A campanha corinthiana reafirmou um padrão já conhecido: consistência ao longo da temporada, elenco profundo e alto nível competitivo do início ao fim da competição. Vencer um campeonato longo, com fases classificatórias e mata-matas, exige regularidade, gestão física e mental, e isso foi determinante para o título nacional.
A Supercopa de 2026, disputada em jogo único, coloca frente a frente duas lindas histórias, que em 2025 apresentaram trajetórias distintas, mas igualmente vencedoras. Assim, mais do que um título, o derby simboliza a consolidação de projetos esportivos fortes e a abertura oficial de uma temporada que começa em alto nível.
E, antes de encerrar, é preciso dizer que no domingo teremos outro derby, porém pelo campeonato paulista masculino, com mando do Corinthians, o que por certo trará uma dose de tempero a mais para esse jogo do sábado, pois todos irão querer vencer ambas as partidas e assim dizer que o final de semana foi Esmeraldino ou Alvi Negro.
Pena que ambos são jogos com torcida única, como acontece aqui em São Paulo, pois nada melhor que uma final, a do feminino no caso, com a presença de duas torcidas, cantando e vibrando no estádio, pois isso também elevaria a repercussão do jogo em todos os níveis, pois é a torcida quem cria a atmosfera de decisão, de clássico, não é a imprensa.