O Alzheimer é a forma mais comum de demência e afeta progressivamente a memória, o raciocínio e a capacidade de realizar tarefas simples do dia a dia. Com o avanço da doença, a pessoa pode perder a autonomia, tornar-se dependente de cuidadores e sofrer alterações significativas de comportamento e personalidade. Além do impacto emocional sobre o paciente e a família, há também custos elevados com tratamentos, internações e cuidados contínuos, o que torna o quadro um desafio tanto pessoal quanto social e econômico.
Não há forma de prevenir completamente a doença. Porém, especialistas afirmam que é possível reduzir o risco ao longo da vida adotando hábitos que preservam a saúde neurológica.
A neurocientista Lisa Mosconi, pesquisadora da saúde cerebral feminina, destaca que esses cuidados devem começar bem antes da terceira idade. O cérebro responde positivamente a estímulos e alimentação adequada desde a juventude.
As recomendações principais são:
· praticar atividade física regularmente;
· manter alimentação baseada em alimentos naturais, com baixo teor de açúcar e ultraprocessados;
· ter boa qualidade de sono;
· não fumar;
· moderar o consumo de bebidas alcoólicas;
· controlar o estresse.
Essas medidas não garantem a prevenção, mas estudos indicam que contribuem para um envelhecimento cerebral mais saudável. Incluí-las na rotina é uma estratégia acessível e com benefícios comprovados.