No dia 1º de fevereiro, o clube entra em campo duas vezes, com suas equipes adultas, em palcos diferentes, com a mesma responsabilidade: vencer, pois finais não são jogadas, são vencidas.
Às 15h, as Brabas disputam a final da Copa das Campeãs da Fifa, o primeiro Mundial de Clubes organizado pela entidade, diante do Arsenal. Uma hora depois, às 16h, o time masculino enfrenta o Flamengo na decisão da Supercopa. Dois jogos grandes, dois títulos relevantes e uma torcida obrigada a dividir a atenção, sim, tem que prestar atenção, também nas meninas.
Os horários quase colidem. O segundo tempo da final da FIFA vai se chocar com o primeiro tempo da Supercopa.
Deverá ser um domingo de telas divididas, rádio ligado, notificações apitando e o coração do corintiano testado ao limite.
Mas também será um retrato do tamanho que o clube alcançou, mesmo com dívidas muito elevadas: disputar finais importantes em sequência, em frentes distintas, no mesmo dia.
Caso o Corinthians conquiste os dois títulos, a instituição precisará fazer algo simples e, ao mesmo tempo, histórico: tratar as conquistas com o mesmo peso. Ou, quem sabe, olhar com ainda mais cuidado para o futebol feminino. A final organizada pela Fifa, em termos esportivos e simbólicos, tem um alcance global que não pode ser relativizado.
Dentro de campo, a expectativa é de um grande jogo. As Brabas chegam com disposição, intensidade e consciência do momento.
Para algumas atletas, pode ser a última chance de disputar um título mundial. Isso muda tudo, em razão da proximidade do encerramento de um ciclo. Quando a bola rolar, não será apenas mais uma final. Será, literalmente, a chance de ganhar o mundo.
E se não ganhar, não pode ser considerado terra arrasada, há de ser lembrado tudo o que essa geração de bravas mulheres conquistou no clube, o consolidando como uma potência dentro da América do Sul