João Pessoa, quinta-feira, 20 de agosto de 2026
Cinco hábitos financeiros para evitar dívidas e ter mais tranquilidade
20/08/2026

Levantamento do Datafolha revela que dois em cada três brasileiros têm dívidas, enquanto a CNC aponta que 80,9% das famílias estavam endividadas em abril de 2026, o maior índice da série histórica

Com o endividamento das famílias brasileiras em alta, a educação financeira se torna uma ferramenta essencial para evitar que dificuldades momentâneas se transformem em um problema de longo prazo. Uma pesquisa do Datafolha, divulgada em abril de 2026, revela que dois em cada três brasileiros possuem dívidas financeiras. O levantamento também mostra que 45% da população vive sob forte pressão financeira, sendo 27% em situação considerada “apertada” e 18% em condição “severa”, com indicadores como dificuldade para pagar contas, redução do consumo e inadimplência. 

Na mesma direção, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) identificou um novo avanço no endividamento das famílias entre março e abril deste ano. Para Renata Gonçalves Venturini, gerente comercial da Bravo, esse cenário reforça a importância de adotar hábitos financeiros mais conscientes antes que as dívidas comprometam o orçamento. 

“Datas comemorativas costumam estimular o consumo, mas é importante que as decisões de compra estejam alinhadas à realidade financeira de cada família. O planejamento evita que uma despesa momentânea comprometa o orçamento por vários meses”, afirma.

A especialista reuniu cinco práticas que ajudam a fortalecer a saúde financeira e reduzir o risco de endividamento:

1. Planeje os gastos antes de comprar

Antes de aproveitar promoções ou parcelamentos, defina um limite de quanto pode gastar sem comprometer despesas essenciais. O ideal é que compras sazonais façam parte do orçamento mensal, evitando decisões por impulso.

2. Entenda o impacto das parcelas

Parcelas pequenas podem dar a impressão de que a compra cabe no bolso, mas a soma de diferentes compromissos pode consumir uma parcela significativa da renda. Antes de assumir um novo pagamento, avalie todas as parcelas já existentes.

3. Organize o orçamento regularmente

Registrar receitas e despesas ajuda a entender para onde o dinheiro está indo, identificar desperdícios e encontrar oportunidades de economia. Um orçamento atualizado facilita o controle financeiro e reduz imprevistos.

4. Monte uma reserva para emergências

Mesmo que seja com pequenos aportes mensais, criar uma reserva financeira evita recorrer ao crédito em situações inesperadas, como problemas de saúde ou despesas com manutenção.

5. Procure ajuda antes que a dívida aumente

Quando o orçamento começa a ficar comprometido, buscar orientação especializada e negociar os débitos o quanto antes amplia as chances de encontrar soluções mais vantajosas e evitar o agravamento da situação.

Segundo Renata, desenvolver educação financeira não significa deixar de consumir, mas aprender a fazer escolhas mais conscientes e compatíveis com a realidade de cada pessoa.

“A educação financeira é um processo contínuo. Quanto maior o conhecimento sobre orçamento, crédito e planejamento, maiores são as chances de evitar o superendividamento e construir uma relação mais saudável com o dinheiro”, conclui.

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