Levantamento da Fatal Model revela que casados são os que mais procuram experiências fora do convencional – e que sexo com afetividade está em alta
Os brasileiros têm procurado mais afeto e qualidade em suas experiências sexuais, de acordo com a Fatal Model, maior plataforma de anúncio de acompanhantes do Brasil. Um levantamento feito pela empresa com mais de 6 mil profissionais cadastrados identificou que 41% dos clientes priorizam sexo com conexão emocional e 32% valorizam relações mais longas e sem pressa. Entre os casados, esse número é ainda maior: 52% são os que mais buscam intimidade na hora do sexo, segundo os acompanhantes.
O estudo, realizado entre 15 e 18 de agosto, revela tendências claras sobre os desejos e comportamentos sexuais em 2025. A sexualidade brasileira hoje mistura exploração de fantasias com afeto e intimidade. Entre os fetiches mais comuns, o uso de brinquedos sexuais lidera, com 51% dos clientes, seguido de dominação e submissão, com 40%. Fetiches considerados de nicho, como podolatria (30%), também aparecem com destaque, mostrando que práticas consideradas menos convencionais têm, na verdade, um público expressivo. Apesar da busca por práticas fora do comum seja mais frequente, 1 em cada 4 clientes pede mais afeto, como beijos e carícias, sugerindo uma combinação entre desejo de intimidade e exploração sexual.
Outro dado chama atenção: 52% dos acompanhantes apontam que clientes casados são os que mais procuram vivenciar fantasias e fetiches, seguidos por pessoas acima dos 50 anos (24,7%). “O fato de a maioria dos clientes casados buscar acompanhantes para realizar fetiches mostra que, de certa forma, nós conseguimos oferecer um espaço seguro, de liberdade, autenticidade e confiança”, afirma Nina Sag, acompanhante e diretora de comunicação da Fatal Model.
As motivações para essa procura também refletem tabus: 32,9% dos clientes buscam sigilo, enquanto 19,1% têm medo de julgamento em relações convencionais e 14% relatam falta de abertura com parceiros fixos. “Isso mostra como muitos desejos e fantasias ainda não encontram espaço dentro da rotina sexual de grande parte dos casais”, completa Nina.
Além do sexo com afeto (41%) e da busca por encontros sem pressa (32%), o levantamento aponta que 23% dos clientes querem desabafar e conversar durante os encontros, enquanto 22% desejam explorar posições e práticas diferentes.
Para Nina, o recado é claro: “Basicamente, o que dá pra entender é que o brasileiro tem experimentado uma sexualidade que mistura tabu e ternura, prazer e cuidado, novidade e proximidade”. Com o Dia do Sexo chegando, esses dados reforçam que o desejo sexual brasileiro vai além do mero prazer, envolve sentimentos, descobertas e, acima de tudo, liberdade para viver a sexualidade sem preconceitos.