
Um homem, dizendo-se patriota, invadiu o comitê do ex-governador paraibano Ricardo Coutinho, no Bairro dos Bancários, em João Pessoa, e o ameaçou com uma faca, aos gritos e impropérios. Felizmente, foi imobilizado e preso antes que a intolerância virasse tragédia.
Patriota, não. Fascista. O fascismo começa exatamente quando termina o argumento e entra em cena a violência. Foi assim na Itália e na Alemanha: primeiro o adversário vira inimigo; depois, alguém a ser calado.
“Não pensa como eu? Não presta.” É a lógica dos intolerantes. Não conversam, berram. Não discordam, odeiam. Rompem amizades, dividem famílias e transformam política em guerra particular.
De tanto acumular raiva, uma hora explode a tripa gaiteira — e aparece a faca.
