Na abertura do ciclo eleitoral de debates, o ex-prefeito Cícero Lucena (MDB) adotou uma postura de forte contra-ataque. O foco principal foi blindar a sua esposa, Lauremília Lucena, e a sua filha, Janine, das investigações da Polícia Federal sobre supostos elos com fações criminosas na capital. Cícero classificou o caso como irresponsabilidade de adversários que ganha força unicamente pela proximidade das urnas. Ao rebater eventuais falhas administrativas na triagem de servidores municipais, usou a frase de efeito de que o bandido não escreve na testa que é bandido. As declarações foram dadas nesta segunda-feira (13) durante a Sabatina da CBN Paraíba com os pré-candidatos ao governo.
Mirando diretamente a montra do atual Governo do Estado, Cícero centralizou as suas críticas económicas na Parceria Público-Privada (PPP) da Cagepa. O emedebista questionou duramente o modelo de concessão, apontando falta de transparência e de debate com a sociedade e com as lideranças municipais. Criticou o facto de uma decisão com impacto nas tarifas de água ser tomada sem discussões públicas, comparou o modelo ao de Alagoas, que considerou mais vantajoso, e prometeu rever o contrato caso seja eleito.
Ao ser cobrado por problemas históricos da capital, o pré-candidato procurou dividir as responsabilidades com as esferas estaduais e fiscalizatórias. Sobre a Barreira do Cabo Branco, justificou a demora afirmando que a prefeitura fez a sua parte na drenagem, mas que as obras definitivas dependem de licenças travadas por um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público e o Estado. Sobre a Lei do Gabarito e a verticalização da orla, defendeu as mudanças da sua gestão, assegurando que o município tem competência legal e que as regras locais são rígidas, apoiando punições apenas para quem as descumpriu
