O ex-presidente Jair Bolsonaro foi levado neste sábado (13) ao hospital DF Star, em Brasília, após relatar fortes dores abdominais. Submetido a exames de imagem, ele aguarda os resultados, que serão decisivos para definir se terá de passar, pela sexta vez, por uma cirurgia no abdômen — região afetada desde a facada sofrida em 2018.
Segundo o cardiologista Leandro Echenique, integrante da equipe médica que acompanha Bolsonaro, a possibilidade de cirurgia é real e envolve riscos. “É uma cirurgia bem extensa. Veja bem, é um abdômen que já foi muito manipulado desde lá de 2018”, afirmou. Caso confirmada, a operação será feita de forma aberta e terá como objetivo corrigir uma obstrução nas alças intestinais.
Echenique disse ainda que o ex-presidente está estável, embora o quadro não tenha apresentado melhora significativa. “A dor não piorou, e os sinais vitais — como pressão arterial e frequência cardíaca — permanecem sob controle.”
Os exames de imagem foram realizados por volta das 23h deste sábado e, de acordo com o médico, são fundamentais para definir as próximas condutas. A expectativa é de que a decisão sobre a cirurgia seja anunciada ainda na manhã deste domingo (14).
A aeronave com Bolsonaro aterrissou em Brasília às 21h36 de ontem. Uma ambulância aguardava e ele foi direto para o DF Star. Havia oito apoiadores esperando, e eles oraram quando o ex-presidente desceu e acenou ao grupo.
Segundo pessoas próximas, Bolsonaro não dormiu bem durante a noite de quinta-feira (10), e começou a sentir o mal-estar por volta das 5h de sexta-feira (11). O desconforto começou durante um tour pelo Nordeste, na cidade de Santa Cruz (RN)

