Horas antes de o Supremo Tribunal Federal decidir se autoriza uma investigação contra Alexandre de Moraes por indícios encontrados pela Polícia Federal no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, o ministro apresentou sua defesa e pediu o arquivamento do caso.
Em uma manifestação de 44 páginas, Moraes afirma que o relatório policial não identificou autoria nem materialidade de qualquer crime praticado por ele. Também sustenta que as mensagens atribuídas a conversas com Vorcaro não existem e que parte das suspeitas foi construída com base em anotações sem prova de que tenham sido enviadas ou recebidas.
O ministro classifica o procedimento como “inconstitucional e nulo”. Segundo ele, André Mendonça conduziu o caso sem a participação da Procuradoria-Geral da República e sem autorização do plenário do STF. Moraes acusa o colega de perseguição e afirma que o relatório teve direcionamento político-eleitoral.
A defesa também questiona a cadeia de custódia das provas digitais e diz que as conclusões da PF foram baseadas em interpretações subjetivas, suposições e fragmentos apresentados fora de contexto.
Moraes ainda defendeu a mulher, Viviane Barci, os filhos e o escritório de advocacia da família, que manteve contratos milionários com o Banco Master entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025. Segundo ele, os serviços foram documentados, os honorários declarados e o escritório nunca atuou para o banco ou para Vorcaro no Supremo.
Por fim, o ministro classificou o caso como uma tentativa de vingança promovida por aliados de condenados pela tentativa de golpe de Estado. Moraes afirmou que a ofensiva possui motivação política e que o STF saberá resistir para preservar a Constituição e a democracia.

