O ministro André Mendonça mandou soltar Romeu Carvalho Antunes, filho do lojista conhecido como “Careca do INSS”, investigado na Operação Sem Desconto, substituindo a prisão preventiva por uso de tornozeleira e outras medidas cautelares.
Na decisão, Mendonça afirmou que a prisão deixou de ser indispensável diante da fase atual da investigação e que os riscos ainda existentes podem ser neutralizados por medidas menos gravosas.
O filho do lobista estava preso desde 18 de dezembro de 2025, no âmbito da Operação Sem Desconto. A investigação apura fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
A defesa pediu a substituição da prisão preventiva por domiciliar, sob o argumento de que a custódia já se prolongava havia algum tempo sem avanços substanciais na investigação.
Também apontou problemas de saúde. Segundo a petição, Romeu foi internado em 15 de junho no Hospital Regional da Asa Norte, em Brasília, após apresentar cólicas intensas, febre e vômitos decorrentes de cálculo renal bilateral e cálculo no ureter direito, com obstrução.
A PGR se manifestou pela manutenção da custódia. Segundo o órgão, há indícios concretos de que Romeu atuava como gerente operacional de seu pai, Antônio Camilo, administrando sociedades empresárias inseridas na estrutura investigada e participando do encobrimento de ativos.
Para a Procuradoria, a gravidade concreta das condutas atribuídas ao investigado, somada ao risco de reiteração delitiva, tornaria insuficiente a aplicação de medidas cautelares alternativas para resguardar a ordem pública e a investigação.
Antes, Mendonça havia determinado a soltura de Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho, ex-procurador-geral do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e indiciado pela Polícia Federal (PF) por participação no desvio de contribuições associativas em aposentadorias e pensões. A decisão foi assinada na noite de terça-feira (8). 


