João Pessoa, quarta-feira, 16 de setembro de 2026
Ampliação da anistia gera recuo de deputados e coloca pressão sobre Hugo Motta
17/04/2025 07:03
Redação ON Reprodução

O cenário de apoio à anistia dos condenados pelos atos de 8 de janeiro mudou de forma nos últimos dias. Como revela levantamento do jornal O Estado de S. Paulo, embora ainda haja pelo menos um terço da Câmara disposto a aprovar o projeto, muitos parlamentares começaram a repensar suas posições ao perceberem que a proposta pode beneficiar também o ex-presidente Jair Bolsonaro.

A ampliação do alcance da anistia provocou um movimento de cautela entre deputados que, até então, se mostravam favoráveis à iniciativa. A perspectiva de anistiar não apenas manifestantes, mas também lideranças políticas de maior peso, gerou desconforto em parte da base que vinha apoiando o projeto, aumentando o risco de esvaziamento da proposta no plenário.

Enquanto o quadro se torna cada vez mais incerto, a decisão final está nas mãos de um paraibano: o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). Pressionado tanto por aliados da extrema direita quanto por forças do governo e do Supremo Tribunal Federal, Motta ocupa hoje uma posição-chave.

Caberá a ele definir se a anistia irá a votação e em que moldes isso acontecerá. Mais do que apenas uma questão jurídica, sua escolha pode redesenhar o equilíbrio político do país e determinar o futuro dos condenados pelos atos de 8 de janeiro.

A pressão é enorme — e o tempo, cada vez mais curto.

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