Adriano Galdino (Republicanos) surpreendeu o mundo político paraibano neste sábado (15) ao desistir oficialmente de disputar o Governo do Estado em 2026. O presidente da Assembleia Legislativa abriu mão de seu projeto pessoal e decidiu declarar apoio integral ao vice-governador Lucas Ribeiro (PP), que passa a ser o nome escolhido do bloco governista para a sucessão.
A decisão foi firmada durante uma reunião de alto calibre político na Granja Santana, conduzida pelo governador João Azevêdo (PSB), e que reuniu algumas das figuras mais influentes da base aliada. O movimento de Galdino, longe de ser interpretado como recuo isolado, é visto como um gesto de cálculo e preservação da unidade interna — uma tentativa de eliminar ruídos e consolidar um caminho único para 2026.
Nas redes sociais, o presidente da ALPB explicou o gesto com sinceridade incomum:
Ele afirmou ter sido convencido por lideranças do próprio grupo a abandonar a disputa e fortalecer o projeto coletivo.
“Resolvi aceitar as ponderações deles e estou abrindo mão da minha pré-candidatura e vou apoiar o candidato do grupo, que é o vice-governador Lucas”, declarou.
O encontro na residência oficial contou com João Azevêdo, Lucas Ribeiro e as principais peças do tabuleiro governista: Aguinaldo Ribeiro, Murilo Galdino, Daniella Ribeiro, Hugo Motta, Nabor Wanderley, além de Deusdete Queiroga e Ronaldo Guerra. A presença maciça reforça o caráter de pacto e o objetivo de evitar fissuras no bloco.
Mesmo fora da disputa majoritária, Adriano Galdino continua sendo uma peça central no xadrez político. Com sua habilidade de articulação e a força que possui sobre prefeitos e lideranças regionais, tende a assumir papel decisivo na construção dos palanques interiores e na costura fina das alianças que sustentam o projeto governista.
Com o recuo, Lucas Ribeiro emerge fortalecido — não apenas como o nome escolhido, mas como o candidato de uma frente ampla respaldada por Republicanos, PP, PSB e aliados. Enquanto isso, João Azevêdo atua como fiador de um arranjo que tenta chegar a 2026 sem divisões internas e com discurso de continuidade amarrado.