A Paraíba voltará a ocupar espaço de destaque no Fantástico pelo terceiro domingo consecutivo. E, mais uma vez, não por uma boa notícia.
Depois da reportagem que revelou uma investigação sobre a infiltração do crime organizado na Prefeitura de Cabedelo e da denúncia envolvendo um esquema milionário que atingiu aposentados, pensionistas e idosos por meio de fraudes investigadas pelo Gaeco, a revista eletrônica da TV Globo prepara agora uma nova reportagem especial com foco na segurança pública do estado.
Pelas chamadas divulgadas pela emissora, a reportagem deste domingo promete revelar um esquema que envolve policiais civis da Paraíba acusados de atuar dos dois lados da lei.
Segundo a prévia exibida pela Globo, a investigação reúne centenas de áudios e vídeos que mostrariam agentes públicos contratados para combater o crime atuando como traficantes, negociando drogas e utilizando a própria estrutura estatal para proteger criminosos, inclusive assaltantes de banco.
A chamada apresenta um contraste chocante. Diante das câmeras, um policial afirma que a atuação ocorre dentro da legalidade e que não se trata de milícia. Nas conversas interceptadas, porém, aparecem diálogos nos quais agentes supostamente tratam a venda de drogas como uma atividade comercial comum.
O caso promete gerar enorme repercussão porque atinge justamente uma das instituições mais importantes no combate ao crime organizado. Se as acusações forem confirmadas, trata-se de um cenário em que parte da estrutura criada para proteger a sociedade teria sido utilizada para fortalecer atividades criminosas.
A sequência de reportagens exibidas pelo Fantástico também chama atenção por outro motivo: em apenas três semanas, a Paraíba se transformou em pauta nacional permanente da principal revista eletrônica da televisão brasileira.
Primeiro, veio a investigação sobre Cabedelo, que mostrou suspeitas de uma organização criminosa comandando ações a quase dois mil quilômetros de distância. Depois, a denúncia de um esquema milionário que teria causado prejuízos estimados em R$ 126 milhões e atingido aposentados e pensionistas. Agora, o foco recai sobre a própria polícia.
Embora os casos sejam distintos e envolvam investigações diferentes, o resultado é o mesmo: a exposição nacional de problemas graves que desafiam instituições públicas paraibanas e colocam o estado no centro de debates sobre corrupção, crime organizado e falhas de controle.
A expectativa é que a reportagem deste domingo apresente detalhes inéditos da investigação, os personagens envolvidos e a dimensão de um caso que, pela gravidade das acusações antecipadas na chamada da Globo, tem potencial para provocar novos desdobramentos políticos, administrativos e judiciais nos próximos dias.