8 de março: oito mulheres paraibanas que simbolizam as conquistas femininas
08/03/2026 05:50
Redação ON Reprodução

O dia internacional da mulher, celebrado em 8 de março, não nasceu como uma data festiva. Ele surgiu de décadas de mobilização feminina por direitos básicos, como melhores condições de trabalho, participação política e igualdade na sociedade.

A origem da data remonta ao início do século 20, quando trabalhadoras da Europa e dos Estados Unidos começaram a organizar manifestações contra jornadas exaustivas, salários baixos e ausência de direitos. Em 1910, durante uma conferência internacional de mulheres socialistas em Copenhague, foi proposta a criação de um dia mundial dedicado à luta feminina. A data acabou sendo associada ao 8 de março após protestos de operárias na Rússia, em 1917, que ajudaram a desencadear mudanças políticas profundas no país.

Somente décadas depois o reconhecimento se tornaria oficial. Em 1975, a Organização das Nações Unidas passou a celebrar formalmente o 8 de março como o dia internacional da mulher, transformando a data em um marco mundial de reflexão sobre igualdade de gênero.

Hoje, em muitos países, o dia é lembrado com debates, campanhas educativas, homenagens e mobilizações sociais. Em alguns lugares da Europa e da Ásia, como Rússia e Vietnã, o 8 de março é inclusive feriado nacional. Na América Latina e no Brasil, a data costuma ser marcada por atos públicos, discussões sobre direitos das mulheres e também homenagens a figuras femininas que se destacam na política, na cultura, na ciência e em diversas áreas da vida pública.

No Brasil, a trajetória de conquistas femininas tem marcos importantes. Um deles ocorreu em 1932, quando as mulheres conquistaram o direito de votar nas eleições nacionais. A medida foi oficializada durante o governo de Getúlio Vargas e representou uma ruptura histórica em um sistema político até então totalmente dominado pelos homens. Pouco depois, elas também passaram a ter o direito de disputar cargos eletivos.

De lá para cá, a presença feminina na vida pública brasileira cresceu de forma constante. Ainda que a igualdade plena esteja longe de ser alcançada, mulheres passaram a ocupar posições de destaque na política, na economia, na justiça, na cultura e no esporte.

Na Paraíba

Aqui na Paraíba, essa presença também se tornou cada vez mais visível. Para marcar o 8 de março, destacamos oito paraibanas que se sobressaem em diferentes áreas da sociedade. A escolha acompanha simbolicamente a data, mas é evidente que muitas outras mulheres poderiam estar nesta lista.

Daniela Ribeiro

Senadora da República, Daniela Ribeiro tornou-se a primeira mulher a representar a Paraíba no Senado Federal. Com trajetória política iniciada na Assembleia Legislativa, consolidou-se como uma das vozes femininas mais influentes da política paraibana.

Taciana Medeiros

Natural de Campina Grande, Taciana Medeiros ocupa a presidência do Banco do Brasil, uma das instituições financeiras mais importantes do país. Sua presença no comando do banco simboliza o avanço das mulheres em posições estratégicas no sistema financeiro brasileiro.

Fátima Maranhão

Desembargadora do Tribunal de Justiça da Paraíba e integrante da Academia Paraibana de Letras, Fátima Maranhão construiu uma trajetória que une magistratura e produção intelectual, destacando-se tanto no meio jurídico quanto no cultural.

Michele Ramalho

Presidente da Federação Paraibana de Futebol, Michele Ramalho é a única mulher a comandar uma federação estadual de futebol no país e também ocupa o cargo de vice-presidente da CBF. Sua trajetória rompe barreiras em um ambiente historicamente dominado por dirigentes homens.

Elba Ramalho

Cantora consagrada da música brasileira, Elba Ramalho construiu uma carreira que ultrapassa cinco décadas, levando a cultura nordestina para os principais palcos do Brasil e do mundo. Sua voz tornou-se um dos símbolos mais fortes da música popular brasileira.

Isadora Cruz

Um dos grandes nomes da dramaturgia da TV Globo, é uma das protagonistas da novela Guerreiros do Sol. Ficou nacionalmente conhecida pela Candoca da novela Mar do Sertão, em 2022, mas sua estreia na televisão foi em Haja Coração, em 2016. Também participou de Volta por Cima (2024).

Lucy Alves

Cantora, compositora e atriz, Lucy Alves representa uma geração mais recente de artistas paraibanas que conquistaram espaço nacional. Revelada na música e consagrada também na televisão, ela se tornou uma das vozes mais versáteis da cultura nordestina contemporânea.

Juliette

A advogada e cantora paraibana ganhou projeção nacional ao vencer o Big Brother Brasil-21 e transformou a visibilidade em carreira artística consolidada. Com milhões de seguidores e forte presença na música e na publicidade, Juliette tornou-se uma das personalidades mais influentes do país.

Esses exemplos mostram que o avanço das mulheres na sociedade brasileira é resultado de uma longa caminhada iniciada por gerações anteriores. O 8 de março não é apenas uma data simbólica no calendário. É um lembrete de que cada conquista feminina foi fruto de luta, persistência e coragem — e que essa história continua sendo escrita todos os dias.

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