Não é apenas mais um dia do calendário eleitoral. Nesta quinta-feira, 4 de junho, a Paraíba entra na contagem regressiva dos 120 dias que faltam para a eleição de 4 de outubro. E, se as pesquisas que começam a circular em nosso Estado estiverem apontando corretamente o cenário para 2026, uma das vagas mais cobiçadas da política paraibana hoje é a de vice-governador na chapa liderada por Lucas Ribeiro (PP).
Com o avanço do atual governador que busca a reeleição, a discussão sobre quem ocupará o espaço ao seu lado na chapa majoritária transformou-se em um dos principais temas do noticiário. Mas, apesar das especulações, a realidade é que o cenário continua aberto.
Pelo menos três movimentos seguem em curso, sem que nenhum deles tenha sido oficialmente sacramentado.
O primeiro envolve o PT. Há poucas semanas, lideranças petistas passaram a defender publicamente uma aliança direta com o PP de Lucas Ribeiro, desde que o partido tenha participação na composição majoritária. A possibilidade foi levantada tanto pelo presidente nacional do PT, Edinho Silva, quanto pela presidente estadual da legenda, a deputada Cida Ramos.
Em conversa com o portal O Norte Online na noite de ontem, Cida confirmou que o assunto continua sobre a mesa. Segundo ela, o partido mantém interesse na construção dessa aliança e considera legítimo discutir a indicação do vice-governador. Ao mesmo tempo, reconhece que não existe qualquer definição e que o próprio PT paraibano ainda não chegou a um consenso sobre qual nome poderia representar a legenda na eventual composição.
A segunda frente de especulação atende pelo nome de Adriano Galdino. O presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba voltou ao centro das conversas após uma reunião reservada com Lucas Ribeiro neste início desta semana. O encontro, claro, alimentou rumores de que poderia estar em curso uma negociação mais avançada para a formação da chapa. Nos corredores da política, houve quem enxergasse sinais de “fumaça branca” saindo do Palácio da Redenção.
Ao comentar o assunto, Galdino preferiu a ironia: “Eu nego tudo”. E, em tom misterioso, soltou algo como: “Em breve teremos novidades”.
O presidente da Assembleia também chega à disputa com um trunfo importante. Ele conta com o apoio de grande parte dos deputados estaduais, fator que lhe garante peso político considerável em qualquer negociação envolvendo a sucessão estadual.
No governo, nada a declarar
Mas quem espera uma definição rápida talvez precise exercitar a paciência. O Norte Online também ouviu um aliado muito próximo do governador Lucas Ribeiro, e essa fonte foi categórica ao afirmar que não existe qualquer acordo fechado, seja com o PT, com Adriano Galdino ou com qualquer outra legenda.
Segundo esse interlocutor, o debate sobre a vaga de vice sequer entrou oficialmente na pauta interna do grupo político liderado pelo governador Lucas Ribeiro.
Na prática, isso significa que o espaço continua disponível e que a disputa está apenas começando.
A exatos 120 dias da eleição, e diante de um cenário em que Lucas Ribeiro aparece como um dos principais nomes na sucessão estadual, a vaga de vice tornou-se um ativo estratégico. Mais do que uma escolha administrativa, ela poderá definir alianças, consolidar apoios e influenciar diretamente o desenho político da Paraíba para os próximos anos.
Por enquanto, porém, a única certeza é que há muitos interessados na cadeira ao lado do governador e nenhuma decisão tomada.