João Pessoa, sábado, 31 de outubro de 2026
Vorcaro é apontado como sócio de rede internacional de prostituição que recrutava refugiadas de guerras
13/10/2026 23:46
Redação ON Reprodução

Relatório da Polícia Federal (PF), com série de mensagens obtidas e reveladas pelo portal “UOL” nesta terça-feira (13/10), atribui ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro mais um negócio ilícito. Acostumado a organizar festas com várias mulheres para agradar a empresários e políticos, Vorcaro era, na verdade, sócio de uma rede internacional de prostituição. 

A preferência era por estrangeiras refugiadas de guerras, em especial as mais novas, abaixo de 20 anos, que ele tratava como “creche”. O negócio envolvia intermediários, recrutamento de estrangeiras e uma casa noturna em São Paulo, com investimentos de ao menos R$ 4,3 milhões.

Os diálogos detalham uma estrutura de recrutamento de mulheres para festas privadas promovidas por Vorcaro, com participação de agenciadores e organizadores de eventos. As conversas indicam que brasileiras e estrangeiras eram levadas a encontros com Vorcaro, amigos e convidados, incluindo autoridades, no Brasil e no exterior. 

Nas mensagens extraídas do celular de Vorcaro, o banqueiro discute a seleção das mulheres, decide quem permaneceria no grupo, negocia valores e participa do planejamento dos eventos. As conversas também apontam para a intenção de criar ou usar uma agência de modelos para centralizar as contratações.

A PF abriu um inquérito em maio para apurar a participação de garotas de programa estrangeiras e irregularidades na contratação dos serviços. A prostituição não é crime no Brasil. Já o favorecimento da prostituição por terceiros, a exploração sexual e a manutenção de estabelecimentos destinados a essa finalidade podem configurar crimes. A eventual ocorrência de tráfico internacional de pessoas também depende da apuração dos fatos e dos requisitos previstos em lei. (Com informações do UOL e O Tempo)

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