João Pessoa, quarta-feira, 16 de setembro de 2026
Vital do Rêgo, presidente do TCU, sai em defesa do ministro em meio à crise do Banco Master
07/01/2026 08:25
Redação ON Reprodução

O presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Vital do Rêgo, saiu em defesa da atuação do ministro Jhonatan de Jesus no processo que envolve o Banco Master, em meio a uma crise institucional que colocou o tribunal no centro de um intenso debate público. Paraibano, Vital se manifestou internamente diante do avanço das críticas à condução do caso.

A intervenção ocorreu em um grupo de WhatsApp que reúne ministros do TCU. Na mensagem, Vital do Rêgo afirmou que o tribunal não pode abrir mão de suas prerrogativas constitucionais e classificou como normal a atuação do relator no processo que discute a liquidação extrajudicial do Banco Master, determinada pelo Banco Central.

Segundo o presidente do TCU, não há nada de incomum na condução do caso por parte do ministro Jhonatan de Jesus. Ele destacou que o relator, amparado por seus poderes legais, apresentou fundamentos para aprofundar a investigação e que, no momento adequado, o processo será submetido ao julgamento do plenário da Corte.

Sem citar diretamente o Banco Central, Vital do Rêgo ressaltou que nenhuma instituição pública, mesmo na condição de órgão regulador, pode se considerar imune ao controle externo. Para ele, afastar o TCU desse tipo de análise significaria enfraquecer o tribunal e abrir espaço para pressões externas, comprometendo o papel constitucional da Corte.

A manifestação do presidente ocorre em meio a uma polêmica ampliada por denúncia jornalística segundo a qual o Banco Master teria contratado influenciadores digitais para defender publicamente o TCU e atacar críticos da atuação do relator. A suspeita levantou questionamentos sobre o uso das redes sociais para pressionar o debate público em torno de uma decisão técnica ainda em curso.

Paralelamente, entidades da sociedade civil organizada passaram a criticar a atuação do TCU no caso, classificando-a como atípica. Representantes do setor produtivo e auditores do Banco Central divulgaram notas públicas alertando para o risco de interferência externa nas atribuições legais e técnicas da autoridade monetária.

Essas entidades avaliam que tratar o Banco Central como foco indireto de questionamentos fragiliza os fundamentos da supervisão bancária e pode afetar a confiança na estabilidade do sistema financeiro nacional.

Enquanto o embate institucional se intensifica, a defesa feita por Vital do Rêgo reforça o posicionamento do comando do TCU de que o tribunal deve exercer plenamente suas competências constitucionais, mesmo diante de pressões políticas, críticas públicas e desgaste de imagem.

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