UFCG é líder e UFPB é segundo lugar em ranking de Patentes de Invenção entre instituições de ensino superior
25/05/2025 08:15
Da redação do ON com as assessorias de comunicação da UFCG e da UFCG Arquivo

Com 86 pedidos de depósito, a Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) permanece no topo do Ranking Nacional de Depositantes Residentes de Patentes de Invenção, cujos números referentes a 2024 foram divulgados pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) na última quarta-feira, dia 21. Com o resultado, a UFCG mantêm-se na liderança entre todas as instituições de ensino superior do país. A segunda instituição de ensino superior melhor posicionada é a Universidade Federal da Paraíba (UFPB), com 76 pedidos. A terceira é a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), com 71 depósitos. 

No ranking geral, a UFCG ficou em terceiro lugar. O primeiro lugar ficou com a Stellantis Automóveis Brasil, com 185 depósitos, seguida pela Petrobrás (155). A UFPB ficou em quarto lugar.

As patentes de invenção se referem à proteção de novos produtos ou processos com aplicação industrial.

Acesse aqui o ranking 2024.

De acordo com o reitor Camilo Farias, o resultado é fruto de uma trajetória construída com planejamento e visão, iniciada ainda em 2017, “durante uma gestão que teve a sensibilidade de criar o Observatório de Inteligência Tecnológica (Obitec), que revelou-se uma verdadeira inovação de gestão ao inverter a lógica passiva do atendimento por demanda, atuando de forma proativa na identificação de pesquisas com potencial para gerar propriedade intelectual. Desde então, a UFCG tem figurado entre os maiores depositantes de patentes do país, alcançando o 1º lugar em 2020 e se mantendo no top 3 até hoje”, observou.

“Nosso compromisso, agora, é com o próximo passo: aproximar ciência e mundo do trabalho, transformando essas patentes em produtos e soluções que cheguem às pessoas. Seguimos atentos à manutenção dos nossos indicadores e ao fortalecimento do diálogo com o setor produtivo, certos de que a universidade é um pilar estratégico para o desenvolvimento nacional”, destacou.

O coordenador do Núcleo de Inovação e Transferência de Tecnologia da UFCG (NITT), Irivaldo Alves, também comemorou. “Isso tem um significado extremamente destacado. Mostra que aqui, no semiárido, a gente produz ciência de qualidade, ciência contextualizada, engajada na resolutividade dos problemas da sociedade. Mas a gente ainda tem muita coisa a oferecer à sociedade paraibana e brasileira, porque a gente visualiza esse potencial no dia a dia da universidade. Podemos crescer mais, avançar mais, podemos consolidar ainda mais esse processo de inovação na UFCG”, disse.

Segundo a diretora-presidente da Agência UFPB de Inovação Tecnológica (Inova-UFPB), Bagnólia Costa, a universidade tem alcançado excelentes resultados desde 2016, tendo alcançado o topo do ranking em 2018 e em 2019. “A instituição realizou um forte trabalho ao longo dos anos com foco em criar uma conscientização da necessidade de proteção de nossos ativos de propriedade intelectual. Obviamente, isso só foi possível também graças ao empenho e capacidade de nossos pesquisadores”, explica. 

Quanto à presença da UFCG no ranking, a diretora-presidente da Inova-UFPB afirma que ambas as instituições têm realizado diversas ações com o intuito de estimular o inventor a realizar a proteção de suas criações, através de palestras, oficinas e outras ações de divulgação. “Não por acaso, ambas têm ocupado posição de destaque no referido ranking há alguns anos”, comenta. 

Bagnólia conta que em 2025 a UFPB continua num bom ritmo de proteções, sempre reforçando que o principal objetivo da universidade é fazer com que seus ativos de Propriedade Intelectual possam gerar impacto positivo para a sociedade. “Estamos trabalhando agora para impulsionar as possibilidades de licenciamento de nossas tecnologias, e também para aumentar o número de empresas júnior e startups credenciadas, com a finalidade de aumentar o empreendedorismo no âmbito da UFPB e estreitar o relacionamento da universidade com o mercado”, revela. 

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