O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, estuda ampliar as medidas contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), incluindo a possibilidade de sancionar sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes. A iniciativa teria como base a Lei Magnitsky, instrumento usado por Washington para punir casos de corrupção internacional e violações de direitos humanos.
Em entrevista ao jornal britânico Financial Times, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou que Trump tem “uma gama de possibilidades” sobre a mesa, que vão desde sancionar mais autoridades brasileiras até promover uma nova onda de retirada de vistos e adotar medidas tarifárias contra o Brasil. Segundo o parlamentar, Viviane é o “braço financeiro” do ministro e sua inclusão na lista do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) impediria que ela mantivesse contratos com cidadãos, empresas ou instituições ligadas aos Estados Unidos.
Viviane Barci de Moraes é formada em Direito pela Universidade Paulista (UNIP) e lidera o escritório Barci de Moraes Sociedade de Advogados, em São Paulo, onde dois dos três filhos que tem com Moraes figuram como sócios. A banca representa o Banco Master em algumas ações, mas não há processos no STF em que ela atue diretamente pelo banco. O escritório também defendeu a família Moraes na investigação sobre a agressão sofrida pelo ministro em um aeroporto de Roma, em 2023, e atua em pelo menos 30 processos públicos no Supremo.
Eduardo Bolsonaro disse acreditar que a decretação da prisão domiciliar de Jair Bolsonaro, determinada por Moraes em julho, já teria “esgotado” as opções do ministro, e que agora caberia aos Estados Unidos “dobrar a aposta” na resposta. “Acredito que poderia haver uma forte reação, talvez sancionando a esposa de Moraes, ou uma nova onda de revogação de vistos dos aliados”, afirmou.
Nos bastidores, a avaliação dentro do governo norte-americano é que sancionar Viviane atingiria, de forma indireta, Alexandre de Moraes, ampliando o alcance político e simbólico das ações já adotadas contra autoridades brasileiras.
A iniciativa teria como base a Lei Magnitsky, instrumento usado por Washington para punir casos de violações de direitos humanos.

