João Pessoa, sábado, 5 de setembro de 2026
Trump amplia ameaças militares após ação na Venezuela, e agora mira a Colômbia
05/01/2026 08:51
Redação ON Reprodução

Menos de dois dias depois de autorizar a invasão das forças americanas na Venezuela, que resultou na captura de Nicolás Maduro em Caracas, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a adotar um discurso beligerante e passou a ameaçar novas ações militares contra outros países da América Latina.

Em declarações à imprensa a bordo do Air Force One, na noite deste domingo, Trump afirmou que a Colômbia é um dos alvos de sua preocupação. O país é governado por Gustavo Petro, primeiro presidente de esquerda da história colombiana. Segundo Trump, a Colômbia estaria “muito doente” e seu presidente teria ligação com o tráfico de drogas.

Ao ser questionado se as declarações poderiam indicar uma possível operação militar contra o governo colombiano, Trump respondeu de forma direta que a ideia “parece boa”, elevando o nível de tensão diplomática na região.

A Colômbia foi uma das nações que assinaram um documento conjunto com outros países da América Latina rejeitando qualquer tentativa de controle externo sobre a Venezuela. O comunicado expressa preocupação com iniciativas de dominação política, administrativa ou de apropriação de recursos estratégicos venezuelanos. Brasil, Uruguai, Chile e México também subscreveram a nota.

Na mesma conversa com jornalistas, Trump afirmou que o México precisa agir com mais rigor no combate ao tráfico de drogas. Ele disse ter oferecido o envio de tropas americanas ao país vizinho, mas alegou que a presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, demonstrou receio diante da proposta.

Sobre Cuba, o presidente americano avaliou que não será necessária uma ação militar. Segundo ele, o regime cubano tende a ruir sem intervenção direta, descartando, ao menos por ora, o uso da força contra a ilha.

Trump também voltou a mencionar o interesse dos Estados Unidos em anexar a Groenlândia, território semiautônomo ligado à Dinamarca. Ele destacou a importância estratégica da ilha para a defesa americana e criticou a capacidade do governo dinamarquês de garantir a segurança da região, que abriga reservas de terras raras e outros recursos naturais.

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