O Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) manteve a decisão que declarou irregular a pesquisa do Instituto Veritá para o Governo e Senado nas Eleições 2026. Com isso, a divulgação dos dados segue proibida no estado.
A ação foi movida pelo diretório estadual do MDB. Ao analisar o recurso apresentado pelo instituto contra a decisão da juíza Renata Barros de Assunção Paiva, a Corte seguiu o parecer da Procuradoria Regional Eleitoral e manteve a proibição.
Além do veto ao levantamento, o TRE-PB manteve as penalidades ao Instituto Veritá por descumprimento de liminar. A empresa manteve publicações dos dados no Instagram mesmo após ser notificada da ordem judicial — o que alegou ter sido um “erro operacional interno”.
Falhas na metodologia
Em sua defesa, o Veritá sustentou a legalidade do registro e da coleta telefônica. O tribunal, porém, destacou que não houve interferência no método escolhido, mas sim irregularidades na transparência, tais como:
Descrição genérica da metodologia e modalidade de coleta;
Falhas no sistema de entrevistas;
Uso genérico de dados de órgãos como IBGE e MEC para determinar escolaridade e renda, sem especificar as bases reais.
Para a Justiça Eleitoral, a falta de precisão impede a fiscalização adequada sobre a amostragem e a integridade do levantamento.

