As peças do tabuleiro político da Paraíba começam a se mover com velocidade, e o que antes parecia apenas rumor já soa como realidade em construção: a possibilidade de uma união ampla da oposição contra a chapa governista em 2026.
O prefeito de Campina Grande, Bruno Cunha Lima (União), deu o primeiro passo ao abrir as portas da oposição para nomes de peso da base aliada — o prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (PP), e o presidente da Assembleia Legislativa, Adriano Galdino (Republicanos). O gesto, calculado e simbólico, sinaliza que um movimento maior pode estar em curso.
A insatisfação dentro do grupo de João Azevêdo (PSB) cresce. A condução política considerada centralizadora do Palácio da Redenção, somada à ausência de diálogo mais amplo, tem provocado desconfortos que já não são apenas sussurrados nos bastidores, mas começam a se transformar em declarações públicas e gestos de distanciamento.
Adriano Galdino não esconde a irritação. Cícero Lucena dá sinais claros de afastamento. E Bruno Cunha Lima, atento, oferece protagonismo e articulação àqueles que se sentem excluídos da engrenagem governista.
Se esse movimento se consolidar, a Paraíba poderá viver uma das eleições mais disputadas de sua história recente: de um lado, um governo acuado e fragilizado por rachas internos; do outro, uma oposição encorpada, inédita em sua amplitude, pronta para transformar descontentes em aliados.
A grande questão que ecoa hoje nos corredores do poder é direta e dramática: vão se juntar todos contra a chapa do governo? Se a resposta for afirmativa, 2026 deixará de ser apenas mais uma eleição — e passará a ser um marco na política paraibana.