João Pessoa, segunda-feira, 19 de outubro de 2026
Suposta dívida de Cícero na campanha põe Arapuan e Correio em rota de colisão
19/10/2026 16:06
Redação ON Reprodução

A campanha terminou, mas uma conta ainda rende discussão — e agora também entre microfones. A notícia sobre uma suposta dívida da campanha de Cícero Lucena (MDB), terceiro colocado na disputa pelo governo da Paraíba, provocou um atrito entre jornalistas de dois grandes grupos de comunicação do estado: os sistemas Arapuan e Correio, ambos com atuação em rádio, televisão e internet.

A Arapuan divulgou cobranças de profissionais de comunicação por serviços prestados durante a campanha. Segundo o relato apresentado pela emissora, as pendências envolveriam 92 trabalhadores e chegariam a R$ 900 mil. O próprio Cícero se manifestou e negou dever qualquer valor, afirmando que todos os pagamentos haviam sido feitos. Na Correio FM, Fábio Araújo e Rubens Júnior contestaram a notícia. Fábio também relatou ter ouvido uma pessoa ligada à campanha que afirmou ter recebido “até os centavos”, embora ressalvasse não poder responder por contratos de terceiros ou produtoras. Segundo o apresentador, uma possível ação judicial estava em análise.

Nesta segunda-feira (19), veio a resposta de Luís Torres, na Arapuan FM. O jornalista reafirmou a existência das cobranças e disse que os profissionais tinham relação contratual direta com a campanha. Sobre a possibilidade de o caso chegar à Justiça, lançou o desafio: “Vamos para a frente de um juiz”. Torres afirmou que pediria para ouvir os 92 trabalhadores como testemunhas, embora tenha ressalvado não possuir informações atualizadas sobre a situação de todos os pagamentos naquele dia.

Entre cobranças, negativas e a possibilidade de uma ação judicial, a discussão ganhou uma dimensão que ultrapassa as contas eleitorais de Cícero. A existência e a extensão das pendências seguem contestadas, mas o desentendimento entre os microfones já é público. Torres disse que gostaria de noticiar a quitação dos valores, caso os pagamentos fossem realizados. Até lá, o assunto continua no ar.

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