Sucessão de 2026 na Paraíba tem cartas na mesa, mas nenhum nome definido
17/05/2025 18:03
Redação ON Reprodução

O jogo da sucessão para o Governo da Paraíba em 2026 está armado, mas ainda sem carta virada. Neste sábado (17), o vice-governador Lucas Ribeiro (PP) entrou em campo para reforçar o discurso da unidade e minimizar o peso das articulações internas. Em entrevista, ele afirmou que “o projeto é maior do que nomes”, em referência às movimentações já visíveis dentro da base governista.

A declaração vem dias após o prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (Progressistas), também dar sinais na mesma direção. Em publicação nas redes sociais, Cícero reagiu aos rumores de um suposto distanciamento entre ele e o governador João Azevêdo (PSB), atribuindo a especulação a “puro desespero” da oposição. “Sempre fui leal, coerente e seguirei assim”, disse o prefeito, que também se coloca como peça influente do grupo político que comanda o Estado.

Os gestos de ambos — Lucas e Cícero — indicam um movimento coordenado para baixar a temperatura no grupo governista, diante do crescimento dos burburinhos sobre quem será o escolhido de João Azevêdo para disputar sua sucessão. Além dos dois, o presidente da Assembleia Legislativa, Adriano Galdino (Republicanos), também aparece como nome ventilado nos bastidores.

Mas, na prática, o que se vê é um freio de arrumação. Ninguém, hoje, tem força suficiente para se apresentar como “o candidato do governador” com segurança. João Azevêdo, até aqui, joga com habilidade: mantém os aliados em campo, incentiva o protagonismo local, mas não entrega o jogo. O discurso do “projeto maior” serve como cola retórica para manter unida uma base que já começa a se movimentar.

A sucessão está em aberto. As cartas estão sobre a mesa — mas nenhuma ainda foi jogada com firmeza. Até lá, a disputa seguirá em banho-maria, com recados públicos embalados por discursos de lealdade, enquanto os bastidores fervem.

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