João Pessoa, quarta-feira, 16 de setembro de 2026
Síndico confessa assassinato de corretora em Caldas Novas e leva polícia até o corpo
28/01/2026 18:00
Redação ON Reprodução

Após 42 dias de angústia e silêncio, o mistério sobre o desaparecimento da corretora de imóveis Daiane Alves Souza, de 43 anos, teve um desfecho trágico e brutal nesta quarta-feira (28) em Caldas Novas. O que parecia ser um sumiço inexplicável dentro do próprio condomínio revelou-se uma emboscada premeditada: o síndico do prédio, Cléber Rosa de Oliveira, foi preso e confessou ter matado a moradora.

A elucidação do caso ocorreu após a Polícia Civil desmontar o álibi do suspeito, que acabou indicando onde havia ocultado o cadáver. O corpo de Daiane foi encontrado em avançado estado de decomposição em uma zona de mata fechada, a cerca de 15 quilômetros da zona urbana da cidade turística.

A Armadilha no Subsolo

As investigações apontam para um crime executado com frieza e conhecimento privilegiado da estrutura do edifício Amethist Tower. Segundo a polícia, no dia 17 de dezembro de 2025, Cléber teria desligado propositalmente a energia do apartamento da vítima para forçá-la a sair.

Imagens do circuito interno mostram o último registro de Daiane com vida: às 18h58, ela entra no elevador para verificar o relógio de energia no subsolo. A corretora jamais retornou. O crime ocorreu em uma área que o síndico sabia ser um “ponto cego”, sem cobertura de câmeras de segurança.

A Prova Técnica

O álibi de Cléber ruiu diante da análise minuciosa das filmagens. Os investigadores notaram um “lapso temporal”: após Daiane descer, nenhum outro morador entrou ou saiu da garagem. Pouco tempo depois, a picape do síndico é vista deixando o prédio, carregando o que a polícia confirmou ser o corpo da vítima. O filho do síndico, Maykon Douglas de Oliveira, também foi preso, suspeito de auxiliar na ocultação do cadáver e obstrução da justiça.

O Motivo: Uma Guerra Condominial

A morte de Daiane não foi um evento isolado, mas o ápice de uma escalada de conflitos. A corretora, que administrava imóveis da família para aluguel de temporada, era vista pelo síndico como uma “concorrente” dentro do condomínio.

O histórico entre os dois era marcado por extrema tensão: Daiane já havia movido 12 processos contra Cléber, relatando cortes arbitrários de água e internet, além de agressões verbais. O Ministério Público já havia denunciado o síndico pelo crime de perseguição (stalking), evidenciando que a tragédia foi precedida por diversos sinais de alerta.

Desfecho

Pai e filho permanecem presos à disposição da Justiça e devem responder por homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Para a família da corretora, natural de Uberlândia (MG), resta a dor do luto e a confirmação de que a disputa comercial e o ódio vizinho custaram a vida de Daiane.

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