O pastor Silas Malafaia foi alvo de busca e apreensão pela Polícia Federal nesta quarta-feira (20/8), ao desembarcar no Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro. A medida foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que apontou vínculos entre Malafaia e o ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo Moraes, o pastor teria praticado atos que configuram coação no curso do processo e tentativa de obstrução de investigações relacionadas a organização criminosa.
Malafaia, um dos principais líderes evangélicos do país e figura próxima de Bolsonaro, é investigado em um inquérito aberto a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR). A apuração busca esclarecer a atuação do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nos Estados Unidos, onde teria tentado influenciar autoridades estrangeiras para impor sanções a membros do Judiciário brasileiro.
Em entrevista recente, o pastor afirmou que líderes religiosos ligados a Donald Trump já foram informados sobre sua inclusão no inquérito e que o caso pode chegar ao ex-presidente norte-americano. Para Malafaia, a situação gera desgaste internacional para o Brasil, o STF e o próprio Moraes.
“Com certeza isso vai chegar ao ouvido do presidente Trump. Pastores que estão ao redor dele sabem o que está acontecendo e vão dizer que um dos maiores líderes evangélicos do Brasil foi incluído nesse inquérito”, disse. Ele argumentou ainda que, nos Estados Unidos, a palavra de líderes religiosos é considerada intocável quando se trata de posicionamentos políticos.
O pastor tem sido uma das vozes mais ativas na defesa de Bolsonaro e dos investigados pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023. No início deste mês, organizou manifestações em apoio ao ex-presidente.

