sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026
Sete maneiras de Marcelo Queiroga dizer que não tem pressa, sem grosseria e sem metáforas sexuais
20/02/2026 19:17
Redação ON Reprodução

O ex-ministro da Saúde e pré-candidato ao Senado na Paraíba, Marcelo Queiroga, decidiu explicar –  no programa Liga 360 da afiliada Rede TV em João Pessoa – que não tem pressa para fechar a composição da chapa bolsonarista usando uma comparação de cunho sexual explícito. Ao dizer que o grupo não age como “ejaculador precoce” e que não é do tipo que “goza na cueca e depois passa o resto da noite assistindo televisão”, Queiroga levou para a televisão aberta um vocabulário que causa estranhamento e desloca completamente o nível do debate político. O conteúdo da mensagem é simples – não há pressa para definir alianças -, mas a forma escolhida foi tudo, menos simples.

Não se trata de moralismo seletivo, mas de linguagem pública. Um ex-ministro de Estado, médico e aspirante ao Senado fala para um público amplo, que inclui famílias, eleitores conservadores e cidadãos que ainda esperam um mínimo de sobriedade no discurso político. A política brasileira já vive um processo contínuo de empobrecimento do debate; quando seus protagonistas recorrem a imagens chulas para explicar o óbvio, ajudam a empurrar a conversa pública ainda mais para baixo.

Dicas úteis para Queiroga 

Sete maneiras de dar o mesmo recado sem apelar para esse tipo de linguagem

1. “Não temos pressa para fechar a chapa. As conversas ainda estão em andamento.”

2. “A definição dos nomes será feita no tempo certo.”

3. “Estamos amadurecendo o diálogo antes de anunciar a composição.”

4. “Não vamos tomar decisões precipitadas.”

5. “O grupo prefere cautela na escolha dos parceiros políticos.”

6. “As definições virão quando houver segurança política.”

7. “O anúncio será feito no momento adequado, sem atropelos.”

Constrangimento geral

Para um campo político que se apresenta como defensor da família e dos bons costumes, a cena soa, no mínimo, contraditória. O bolsonarismo agora se vê na situação constrangedora de tentar explicar ao próprio público uma declaração chula feita por um médico e candidato ao Senado. Às vezes, o ruído não vem dos adversários — vem da própria boca de quem diz falar em nome da moral.

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