São Paulo segue sendo o estado mais populoso do Brasil, com 46,08 milhões de habitantes, de acordo com a nova estimativa divulgada pelo IBGE nesta quinta-feira (28). No ranking nacional, a Paraíba aparece na 14ª posição, com 4,16 milhões de moradores.
Os dados atualizados mostram que a população brasileira chegou a 213,4 milhões de pessoas, um crescimento de 0,39% em relação ao levantamento de 2024.
No caso da Paraíba, os números também revelam avanço em relação ao Censo de 2022, quando o estado tinha 3,94 milhões de habitantes. Em três anos, portanto, a população local cresceu, consolidando o 14º lugar no ranking, à frente de Espírito Santo, Mato Grosso e Rio Grande do Norte.
O Brasil acompanha uma tendência mundial de ritmo mais lento de crescimento demográfico. Países desenvolvidos já enfrentam estagnação ou queda populacional, resultado da redução das taxas de fecundidade e do envelhecimento da população. Aqui, o IBGE também aponta sinais de desaceleração: apesar de ainda haver crescimento, ele é menor do que o registrado em décadas passadas.
Especialistas destacam que essa mudança traz novos desafios econômicos e sociais. Se por um lado a pressão por serviços de educação e saúde infantis diminui, por outro aumenta a demanda por políticas voltadas ao envelhecimento populacional, previdência e mercado de trabalho adaptado. Esse cenário já está no horizonte de países europeus e asiáticos, e o Brasil começa a trilhar o mesmo caminho, mesmo mantendo diferenças regionais importantes — como a maior expansão populacional no Norte e no Centro-Oeste, enquanto Sul e Sudeste avançam em ritmo mais moderado.
Entre os estados, chama a atenção o crescimento expressivo do Norte e do Centro-Oeste, regiões que lideram o avanço demográfico nos últimos anos. O Pará, por exemplo, já ultrapassa os 8,7 milhões de habitantes e continua entre os dez estados mais populosos. No Centro-Oeste, Goiás e Mato Grosso registraram aumentos acima da média nacional, refletindo o dinamismo econômico ligado ao agronegócio. Já no Sul e Sudeste, a tendência é de estabilidade, com São Paulo mantendo o topo do ranking, mas crescendo em ritmo cada vez menor.

