A Sala Sensorial do Projeto “Agro que Acolhe” é uma das novidades da edição 2026 da Exposição Paraíba Agronegócio em João Pessoa. O evento ocorre no Parque de Exposições Henrique Vieira de Melo, às margens da BR-230, no Cristo Redentor, em João Pessoa, até o próximo domingo (20). A Sala Sensorial foi projetada para receber crianças, especialmente as atípicas, como aquelas no espectro autista. No local, elas são acolhidas e participam de atividades acompanhadas por profissionais de terapia ocupacional, enquanto os pais podem visitar a exposição.
A Sala Sensorial é fruto da parceria entre o Instituto Social Salão do Queijo (Isaque) e a Secretaria de Estado do Desenvolvimento da Agropecuária e da Pesca (Sedap-PB). O espaço é gratuito e funciona diariamente das 17h às 21h.
O secretário da Sedap-PB, Júnior Nóbrega, afirma que um dos objetivos do Circuito Paraíba Agronegócio é incluir as pessoas. “A Sala Sensorial do projeto ‘Agro que Acolhe’ cumpre exatamente essa missão, que é incluir, acolher. As exposições têm esse papel de incluir as crianças, as famílias, oferecendo um ambiente para que todos se sintam bem e é isto que está sendo feito em João Pessoa”, destaca.
Idealizadora do projeto “Agro que Acolhe”, Luciana Nóbrega, que também integra o Instituto Isaque, explica que o projeto foi criado a partir da identificação dessa lacuna de acolher crianças atípicas nos eventos como as exposições do agro. Com isso, o espaço foi planejado com brinquedos e ambientação onde as crianças podem desenvolver atividades variadas, como pintura.
Luciana Nóbrega lembra que a Sala Sensorial foi implantada inicialmente na 56ª Exposição Paraibana de Animais e Produtos Industrializados (Expapi), em Campina Grande, em maio último. Com o sucesso inicial, o projeto foi levado à edição da Expo Pombal, quando ao longo de três dias foram atendidas mais de 250 crianças, atípicas e não atípicas.

O médico psiquiatra infantil Pedro Hugo, que participa da coordenação do projeto, demonstra a necessidade da criação de espaços de acolhimento para as crianças atípicas. “A importância da Sala Sensorial é gigantesca. Um espaço como este tem crescido porque mostra que existe uma grande demanda. A gente fica feliz com um projeto extremamente humano. A gente vê a felicidade das mães quando chegam e sentem que os filhos estão muito bem acolhidos”, pontua.
Pedro Hugo ressalta que a Sala Sensorial representa um acolhimento para além da criança: “Quanto mais a gente trabalha na área, vai entendendo que, quando se tem uma condição com o neurodesenvolvimento, ela não afeta só a criança, afeta toda a família”. O especialista complementa: “Este espaço mostra que não é a criança só que está sendo incluída, mas toda a família é acolhida e este momento é de suma importância”.
Para os pais das crianças atendidas na Sala Sensorial, o espaço na Exposição Paraíba Agronegócio é uma surpresa positiva. Cláudia Lima é mãe de Gabriela, de 7 anos, com autismo. “Eu fiquei surpresa, não tinha conhecimento, ainda mais por ser um espaço gratuito. Para a gente, os pais, é muito importante esse espaço. Devido a exposição ter uma comunicação sonora e visual muito grande para as crianças, é muito bom eles terem o momento delas, o espaço delas, o estímulo correto”, destaca.
Por sua vez, Riviane Formiga de Araújo, mãe da pequena Laura, que não é uma criança atípica, aprovou o projeto da Sala Sensorial: “Eu achei bem interessante esse espaço, porque é uma forma de interação com as crianças. Têm crianças de várias idades e a gente vê que são profissionais qualificados que estão à frente do espaço. O projeto está aprovadíssimo! Em todo canto deveria ter um espaço como este”.


