Saiba por que a Zona Azul é uma solução urbana para motoristas e para a cidade
19/01/2026 04:43
Redação ON Reprodução

A Zona Azul não é uma novidade, nem uma invenção isolada. Ela é uma resposta prática a um problema típico de cidades que crescem, recebem mais veículos e precisam organizar o uso do espaço público. Antes de ser tratada como vilã, vale entender quem ganha com o estacionamento rotativo funcionando de forma regular.

Para o motorista, o principal benefício é a previsibilidade. Com regras claras, preço fixo e tempo definido, acaba a insegurança. O cidadão sabe quanto vai pagar, por quanto tempo pode ficar e deixa de depender de abordagens informais, muitas vezes constrangedoras, para estacionar o carro.

Para a cidade, a vantagem está na rotatividade. Uma vaga que antes ficava ocupada o dia inteiro por um único veículo passa a atender vários motoristas ao longo do dia. Isso melhora o acesso ao comércio, aos serviços e às áreas turísticas, reduz o tempo gasto procurando estacionamento e ajuda a aliviar o trânsito.

Para o contribuinte, há um ponto central no debate: o dinheiro arrecadado com a Zona Azul não é privado nem aleatório. Ele deve ser reinvestido na própria mobilidade urbana, em sinalização, organização viária, calçadas e melhorias que retornam para quem usa a cidade diariamente.

Há ainda uma questão que costuma ficar fora da discussão, mas que pesa no bolso do cidadão. Onde não existe regulação, a rua deixa de ser pública na prática. Em dias de grande movimento, shows e eventos, o estacionamento acaba sendo controlado informalmente, com cobranças abusivas. Já houve situações, especialmente na orla, em que flanelinhas chegaram a cobrar até 50 reais para permitir que um carro parasse em qualquer ponto do entorno.

Nesse cenário, a escolha real não é entre pagar ou não pagar. É entre uma taxa pública, mais barata, regulada e com retorno social, ou uma cobrança informal, mais cara e sem qualquer controle. A Zona Azul não cria a cobrança; ela substitui um modelo irregular por outro transparente.

É dentro dessa lógica que o sistema passa a operar de forma educativa na orla, após já funcionar no Centro. Nesta fase inicial, não há cobrança nem multa, apenas orientação. Quando entrar em vigor, o modelo seguirá os valores já conhecidos e permitirá um tempo maior de permanência nas vagas da orla.

A resistência existe e faz parte do debate público. Mas ignorar a realidade atual é fechar os olhos para um problema que já penaliza o motorista há anos. A Zona Azul não resolve tudo, mas organiza o uso da rua, reduz abusos e ajuda a preparar a cidade para um crescimento que já está em curso.

Onde e quanto

Os valores seguirão os já praticados no Centro da cidade:

  • Carros: R$ 1,50 por 30 minutos, até R$ 6,00 por 120 minutos
  • Motos: R$ 0,75 a R$ 3,00

As ruas que terão Zona Azul na orla:

Rua Vereador Antônio Pessoa da Rocha

Avenida João Maurício

Avenida Almirante Tamandaré

Avenida Antônio Lira

Avenida Cabo Branco

Avenida Cairu

Avenida Índio Arabutan

Avenida Izidro Gomes

Avenida Maria Elizabeth

Avenida Monsenhor Odilon Coutinho

Avenida Nego

Avenida Olinda

Avenida Presidente Epitácio Pessoa

Avenida Professora Maria Sales

Avenida Senador Ruy Carneiro

Praça Santo Antônio

Rua Adolfo Loureiro França

Rua Alice Almeida

Rua Aluísio França

Rua Áurea

Rua Buarque

Rua Carlos Alverga

Rua Coração de Jesus

Rua Elizeu Cândido Viana

Rua Florência de Almeida Barros

Rua Geraldo Costa

Rua Gregório Pessoa de Oliveira

Rua Helena Meira Lima

Rua José Augusto Trindade

Rua José Ramalho Brunet

Rua Luciano Ribeiro de Morais

Rua Major José Eugênio Lins

Rua Marcionila da Conceição

Rua Mirtes Bichara Sobreira

Rua Nossa Senhora dos Navegantes

Rua Targino Marques

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