A cidade inteira já estava se preparando para mais um dia de seca programada. Baldes separados, caixa d’água conferida, academias avisando que o banho só depois das 22h, restaurantes reorganizando refeições… tudo por causa do aviso da Cagepa, que prometia interromper o abastecimento a partir das 8h desta terça-feira (25).
E não era um corte qualquer — era praticamente um “apagão hídrico” coletivo, atingindo uma lista de bairros que parecia mais extensa que a escalação da seleção brasileira de 2002:
Valentina, Mangabeira (I a VIII), Bancários, Jardim Cidade Universitária, Castelo Branco, Altiplano, Cristo, Rangel, Geisel, José Américo, Funcionários, Costa e Silva, Ernani Sátiro, Distrito Industrial, Bairro das Indústrias, Colinas do Sul, Cidade Verde, Grotão, Benjamim Maranhão, Miramar, Jardim Luna, Brisamar, Bairro dos Estados, João Agripino, Tambaú, São José, Manaíra, Bessa e Cabo Branco, além de Cabedelo e Conde.
Era manutenção preventiva e corretiva na Estação Elevatória de Água Bruta de Gramame, com previsão de voltar só depois das 22h. Ou seja: mais um turno inteiro de interrupção, como vem acontecendo com frequência nos últimos meses — motivo de irritação crescente de moradores e comerciantes, que já perderam a confiança no calendário de abastecimento.
Mas aí, de repente, veio o contra-aviso
Quando todo mundo já tinha se preparado psicologicamente para o dia de sede… a Cagepa soltou, de surpresa, um novo comunicado: a manutenção foi suspensa.
Motivo: ao iniciar os preparativos, a Companhia encontrou um problema elétrico que precisava ser resolvido imediatamente — e a emergência acabou atropelando a manutenção programada.
Resultado: aquela falta d’água geral anunciada para hoje não vai mais acontecer. Quem se adiantou enchendo garrafas, baldes, bacias e potes Tupperware terá de aceitar que foi por excesso de zelo mesmo.
