O advogado e empresário paraibano Rui Galdino voltou a se pronunciar nesta quarta-feira (5), depois da matéria de O Norte Online que expôs o fato novo: não há mais possibilidade de reabertura do Hotel Tambaú na virada 2026/2027, porque o calendário imaginado pelo grupo potiguar não cabe mais na realidade – enquanto o STJ não concluir o julgamento do caso.
Rui rebateu diretamente a versão dos potiguares, que culpam o Grupo Ampar pelos sucessivos adiamentos. Ele afirma que o grupo do Rio Grande do Norte nunca foi arrematante efetivo do hotel – que no primeiro leilão houve desistência formal, e no segundo não foi depositada a caução obrigatória. Por isso, segundo ele, o AG Hotéis não teria legitimidade para tentar assumir o empreendimento por via judicial.
Rui também diz que foi o Grupo Ampar – formado por paraibanos – quem quitou o valor do hotel, e que os recursos que atrasaram a retomada partiram justamente do grupo potiguar. “Estão jogando versões para confundir. São mentiras que não podem prevalecer sobre os fatos”, declarou.
Outro ponto em disputa é o papel dos embargos de declaração. O grupo potiguar diz que embargos não mudam mérito; Rui argumenta que podem sim mudar – quando há omissões e contradições – e acredita que é esse o caso do Tambaú.
Na prática, o que existe hoje é o seguinte: o Tambaú está parado há anos, o verão vai passar de novo, e duas versões se enfrentam – sem que uma retroescavadeira sequer encoste naquele círculo de concreto.
Fora dos autos, todo mundo fala.
Dentro dos autos, o relógio não anda.
E o hotel mais famoso da Paraíba segue ali – sem martelo final, sem obra começada e sem previsão real de reabrir portas.