Ricardo Coutinho cobra propostas de Cícero e Lucas e dispara contra modelo de segurança defendido por Efraim
16/11/2025 18:51
Redação ON Reprodução

A jornalista Cláudia Carvalho publicou em seu perfil no Instagram uma entrevista contundente com o ex-governador Ricardo Coutinho. Entre afagos a Lula, críticas duras à direita e reflexões sobre o papel do Brasil no cenário internacional, Ricardo direcionou seu principal ataque ao senador Efraim Filho, pré-candidato ao governo em 2026.

Sem rodeios, ele rejeitou a aproximação de Efraim com o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, e classificou como “terrível” a tentativa de importar para a Paraíba o modelo fluminense de segurança pública. Segundo Ricardo, trata-se de uma política marcada por chacinas, mortes de jovens negros e pobres e uma lógica de confronto que, na avaliação dele, não combina com o que a Paraíba precisa.

Ricardo afirmou que considera “delicadíssimo” o quadro eleitoral do Estado e questionou a falta de propostas claras dos demais pré-candidatos. Disse não conhecer o projeto de Cícero Lucena — que se filia ao MDB nesta segunda-feira — nem o de Lucas Ribeiro, candidato do grupo do governador João Azevêdo. “Eles devem à Paraíba algo muito mais do que simplesmente ‘é minha vez’”, declarou.

Sobre o próprio posicionamento, Ricardo foi direto: vai esperar a orientação do presidente Lula e do PT, tanto nacional quanto local, e acompanhará a indicação para o governo. Disse que poderia votar em Cícero ou em Lucas, desde que estejam alinhados ao projeto nacional. “A eleição mais importante é a nacional. O retorno da extrema direita seria catastrófico para este país”, afirmou.

Na entrevista, Ricardo ainda fez uma análise geopolítica, dizendo que o mundo oferece hoje ao Brasil uma oportunidade inédita de se tornar “a grande ponte entre o Oriente e o Ocidente”, papel que, segundo ele, só é possível com Lula na Presidência e com um Congresso disposto a sustentar essa agenda.

No fim das contas, o recado de Ricardo Coutinho é duplo: para Efraim, a rejeição explícita ao modelo Cláudio Castro; para Cícero e Lucas, a cobrança por conteúdo e propostas reais antes de pedir o voto do campo progressista.

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