Na corrida pela Presidência da República, o pré-candidato Renan Santos (Missão) vem conquistando espaço no ecossistema digital e ganhando tração em pesquisas de intenção de voto, superando inclusive nomes mais consolidados da política tradicional, como Ronaldo Caiado e Romeu Zema. Essa projeção nacional tem sido impulsionada por uma estratégia focada no engajamento intensivo das redes sociais e em ações de forte apelo midiático. Foi exatamente esse modelo que ele buscou aplicar em sua passagem pela Paraíba, onde contratou um trator para remover entulhos no bairro do Grotão, em João Pessoa, alegando tratar-se de uma barricada do crime organizado, além de retirar e destruir uma câmera de monitoramento em Santa Rita.
A investida, desenhada para produzir recortes e repercussão imediata na imprensa nacional, acabou esbarrando em uma resposta dura e técnica das autoridades locais. O comando da Polícia Militar da Paraíba desmentiu publicamente a narrativa do candidato, esclarecendo que o material recolhido pela máquina consistia apenas em descarte irregular de lixo urbano, descartando categoricamente a existência de um bloqueio estruturado por facções. Na sequência, a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social emitiu uma nota oficial enquadrando a postura do político. Sem citar o nome de Renan para evitar amplificar o palanque virtual, a pasta pontuou que o combate ao crime exige inteligência, planejamento e operações integradas, destacando de forma incisiva que a segurança do estado é assunto sério e vai muito além da simples retirada de entulhos em vias públicas.

