A repercussão da matéria que expôs contradições entre atos do governo federal e o corte de recursos no orçamento da Universidade Federal da Paraíba provocou reação direta do senador Efraim Filho. Em declaração pública, o parlamentar adotou tom duro e classificou como injustificável o tratamento dado à principal universidade do estado.
“A UFPB não merecia esse desprezo do governo do PT. É difícil encontrar razões ou argumentos para o tratamento dispensado à nossa principal universidade. É inaceitável e inacreditável”, afirmou o senador.
A manifestação ocorre em meio à ausência de explicações objetivas do Ministério da Educação sobre o cancelamento de aproximadamente 14 milhões de reais do orçamento da UFPB. Até o momento, o governo federal não esclareceu os critérios adotados, não indicou se houve erro técnico nem apresentou qualquer cronograma de recomposição.
Na mesma declaração, Efraim destacou sua atuação no Congresso Nacional em defesa da instituição e ressaltou que tem buscado reduzir os impactos das decisões tomadas pelo Executivo. “Da nossa parte, fui o segundo parlamentar da Paraíba que mais destinou recursos das nossas emendas para a UFPB em 2025. Foram mais de cinco milhões de reais, incluindo o Hospital Universitário”, disse.
O senador, no entanto, reforçou que o esforço parlamentar não substitui a responsabilidade direta do governo federal. “Temos procurado reduzir o dano dos cortes do governo, mas não há justificativa para esse corte desproporcional com a Paraíba e com a UFPB em especial”, completou.
O episódio ganhou dimensão política após a divulgação de informações que evidenciaram um choque entre o discurso oficial de recomposição do orçamento das universidades federais e a realidade enfrentada pela UFPB, que informou se tratar de cancelamento definitivo de recursos, comprometendo despesas básicas de custeio.
A repercussão extrapolou o ambiente acadêmico e chegou ao centro do debate político estadual e nacional. A matéria que desencadeou a reação do senador também foi publicada, na íntegra, na edição desta terça-feira do Jornal de Brasília, parceiro nacional do portal, ampliando o alcance e a pressão por respostas.
Enquanto o Ministério da Educação se limita a declarações genéricas sobre estudos para mitigar impactos, a crise permanece aberta, mantendo a comunidade universitária em incerteza e alimentando críticas cada vez mais duras no campo político.