“Reféns dos Ribeiros”: a narrativa que a oposição tenta impor ao Governo já em janeiro
07/01/2026 20:26
Redação ON Reprodução

O ano mal começou e a política paraibana já entrou em clima de sucessão. Na primeira semana de janeiro, a oposição lançou um ataque direto ao governo ao tentar colar no governador João Azevêdo a pecha de “refém dos Ribeiros”. Não é força de expressão. É uma narrativa pensada para enfraquecer o comando político do governo desde já.

Ao usar o termo “refém”, a oposição tenta vender a ideia de que o governador teria perdido autonomia e que decisões estratégicas estariam subordinadas à família do vice-governador Lucas Ribeiro. O alvo não é apenas Lucas, mas o peso político do seu entorno, especialmente do deputado federal Aguinaldo Ribeiro e da senadora Daniella Ribeiro, que controlam o PP e têm forte influência no tabuleiro estadual.

A acusação ganhou corpo com declarações públicas do deputado Mersinho Lucena e do vereador Marcus Vinicius, que afirmaram que o processo eleitoral foi entregue ao PP, o que, na leitura deles, equivale a entregar o comando político à família Ribeiro. A reação veio do ex-prefeito Enivaldo Ribeiro, patriarca do grupo, que negou qualquer tipo de pressão e classificou as críticas como invenção de adversários sem discurso.

Mais do que um bate-boca, o episódio revela a primeira grande estratégia da oposição para 2026: transformar influência política em submissão e articulação em domínio. A palavra “refém” resume essa tentativa de desgaste.

Cícero e Efraim se aproximam

Paralelamente, a oposição se movimenta para evitar fragmentação. A aproximação entre Cícero Lucena e Efraim Filho, ambos pré-candidatos ao governo, começou com a ideia de apoio mútuo em um eventual segundo turno. O discurso, porém, carrega um reconhecimento implícito da força do governo, como se o segundo turno já tivesse um nome garantido.

Nos últimos dias, passou a circular até a hipótese de uma aliança ainda no primeiro turno. Nada está definido, mas o simples fato de o tema entrar na mesa mostra que a disputa de 2026 já começou — e começou quente.

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