O vereador Raoni Mendes (DC) usou as redes sociais para transformar em desabafo a renúncia à presidência da CPI dos Combustíveis da Câmara de João Pessoa. Em tom crítico, afirmou que não aceitaria ser parte de “procedimentos ilegítimos” e disparou: “Prefiro renunciar ao cargo do que ceder à distorção da verdade”.
O desabafo
Raoni defendeu que sua postura sempre foi a de investigar “de forma séria”, sem condenação antecipada, respeitando a presunção de inocência. “Não ver indícios não é fechar os olhos. É respeitar a verdade e não condenar antes da prova”, declarou. Ele lembrou que promoveu audiência pública, convocou Ministério Público, PROCON, empresários e sindicatos para o debate, e apresentou um plano de trabalho para dar início às investigações.
Apesar disso, criticou o fato de um requerimento sem amparo regimental ter travado a CPI ainda no início: “Isso não simboliza a busca pela verdade. E sim, a distorção dela.”
A saída de Raoni foi anunciada, após cinco dos sete membros da CPI pedirem sua retirada por alegada falta de isenção. Embora sua indicação tivesse sido respaldada pela Procuradoria da Câmara, o ambiente hostil pesou na decisão.
Na mensagem, ele também reforçou que não aceitaria transformar a comissão em palanque: “Não faço palanque. Faço investigação séria. Hoje, renuncio porque tentaram transformar a CPI em um palco de vaidades.”
Próximos passos
A CPI dos Combustíveis tem prazo regimental de 120 dias para concluir seus trabalhos e deve seguir em meio ao clima acirrado na Câmara Municipal de João Pessoa.