João Pessoa, sábado, 5 de setembro de 2026
Quem é o homem que tentou invadir evento com Trump e por que o caso lembra atentado de 1981
26/04/2026 11:17
Redação ON Reprodução

A tentativa de ataque que interrompeu o tradicional jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca, em Washington, começa a ganhar contornos mais claros neste domingo (26), à medida que as autoridades avançam na identificação e no histórico do homem que tentou romper o esquema de segurança para se aproximar do presidente Donald Trump. O suspeito foi identificado como Cole Tomas Allen, de 31 anos, morador de Torrance, na Califórnia, e apresenta um perfil que foge ao padrão mais comum de ações desse tipo.

Com formação em engenharia mecânica pelo Instituto de Tecnologia da Califórnia e mestrado em ciência da computação, Allen tem trajetória acadêmica considerada de alto nível. Apesar disso, foi detido portando um arsenal que incluía espingarda, pistola e facas, após avançar por uma área de controle com detectores de metal e ignorar ordens de parada. Ele acabou interceptado por agentes do Serviço Secreto antes de alcançar o salão principal onde ocorreria o evento.

As primeiras informações reunidas pela investigação indicam que o suspeito trabalhava como tutor educacional e chegou a ser reconhecido profissionalmente recentemente. Há também registros de uma doação de 25 dólares ao comitê democrata ActBlue em 2024. A motivação do ataque ainda está sendo oficialmente tratada como ação de um lobo solitário, mas, em depoimento preliminar, Allen teria indicado como alvo a atual administração americana.

O episódio ganha ainda mais relevância pelo local onde ocorreu. O Hotel Washington Hilton não é um cenário qualquer na história política dos Estados Unidos. Foi na mesma saída do prédio que, em 1981, o então presidente Ronald Reagan foi baleado por John Hinckley Jr., em um dos atentados mais marcantes da história recente do país. A coincidência reacende memórias e reforça o estigma do local, conhecido há décadas por esse episódio.

Para Trump, o caso representa mais um alerta em uma sequência de incidentes de segurança desde 2024, elevando o nível de preocupação com a proteção presidencial. Após o ocorrido, o próprio presidente classificou o cenário como um momento que exige medidas de segurança mais rigorosas, sinalizando um possível endurecimento nos protocolos.

Cole Allen permanece sob custódia federal e deve ser formalmente acusado nesta segunda-feira por uso de arma de fogo em crime violento e agressão a agente federal. Durante a ação, um agente do Serviço Secreto chegou a ser atingido, mas foi protegido pelo colete à prova de balas e não corre risco. Enquanto isso, as autoridades seguem tentando esclarecer como o suspeito conseguiu avançar até um ponto tão sensível de um dos eventos mais monitorados da capital americana.

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