Quando os jornais fecharam e uma marca centenária voltou a respirar
03/12/2025 04:45
Redação ON Reprodução

Quando o O Norte Online estreou em 3 de dezembro de 2024, escolhemos abrir nossa primeira manchete com um tema que dizia muito sobre o momento da imprensa paraibana — e também sobre o que pretendíamos construir. A reportagem assinada pelo jornalista Ademilson José recontava o fechamento dos principais jornais impressos do Estado e mostrava como, em pouco mais de uma década, quase toda a imprensa tradicional da Paraíba desapareceu das bancas. Restou apenas A União, mantida pelo governo estadual.

A matéria recuperava datas que muitos preferem esquecer: 1º de fevereiro de 2012, o dia em que O Norte e Diário da Borborema circularam pela última vez; 10 de abril de 2016, despedida do Jornal da Paraíba; 4 de abril de 2020, último exemplar do Correio da Paraíba. Alguns títulos centenários, influentes, moldados por gerações de jornalistas — jornais que ajudaram a contar a história da Paraíba e que, de repente, deixaram de existir.

Ao destacar o fechamento desses veículos, nossa intenção não era apenas registrar o fim de um ciclo. Era também marcar o renascimento simbólico de um deles. O Norte, fundado em 1908, pioneiro na impressão off-set, referência política e cultural por mais de um século, havia parado de circular em 2012. Doze anos depois, resgatamos essa marca com coragem, respeito e a responsabilidade de manter vivo um legado que atravessa a história do Estado.

A reportagem de Ademilson também lembrava o impacto que aquele fechamento teve nas redações, nas bancas e entre leitores fiéis — além das razões econômicas que fizeram a imprensa impressa definhar, entre elas o custo fixo, a dependência do papel cotado em dólar e o avanço inevitável do digital. Era um retrato do fim de uma era.

Por isso escolhemos começar por ali. Relembrar o fechamento dos jornais impressos era, ao mesmo tempo, um gesto de memória e um sinal de futuro: mostrar que O Norte voltava à cena, agora no ambiente digital, para continuar contando a história da Paraíba com a mesma força de sempre, mas com as linguagens e as urgências do nosso tempo.

A cronologia da crise que fechou quatro jornais da Paraíba

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